Infecção do Sítio Cirúrgico: Fatores de Risco e Prevenção

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021

Enunciado

Em relação às Infecções do sítio cirúrgico, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) A hipercolesterolemia é importante fator de risco para infecção do sítio cirúrgico
  2. B) A hipotermia intraoperatória moderada a grave pode estar associada a maior ocorrência de infecção do sítio cirúrgico
  3. C) A permanência de dreno cirúrgico constitui justificativa para se prolongar o uso de antibiótico profilático
  4. D) Infecção que surge dentro das primeiras 72 horas não é considerada como sendo do sítio cirúrgico

Pérola Clínica

Hipotermia intraoperatória ↑ risco de ISC devido a vasoconstrição e imunossupressão.

Resumo-Chave

A hipotermia intraoperatória é um fator de risco bem estabelecido para infecções do sítio cirúrgico (ISC). Ela causa vasoconstrição periférica, reduzindo a oxigenação tecidual e o aporte de células imunes e antibióticos à ferida, além de prejudicar a função neutrofílica.

Contexto Educacional

As Infecções do Sítio Cirúrgico (ISC) representam uma das complicações mais comuns e onerosas em cirurgia, impactando significativamente a morbidade, mortalidade e custos hospitalares. A prevenção da ISC é um pilar fundamental da segurança do paciente e envolve uma série de medidas perioperatórias. Diversos fatores de risco contribuem para o desenvolvimento de ISC, incluindo condições do paciente (diabetes, obesidade, desnutrição, tabagismo), fatores relacionados à cirurgia (duração, tipo de cirurgia, técnica asséptica) e fatores ambientais. A hipotermia intraoperatória, em particular, é um fator de risco bem estabelecido, pois a diminuição da temperatura corporal central leva à vasoconstrição periférica, comprometendo a oxigenação tecidual e a entrega de células imunes e antibióticos ao local da ferida, além de prejudicar a função neutrofílica. A prevenção da ISC abrange a otimização pré-operatória do paciente, técnica cirúrgica asséptica rigorosa, controle glicêmico, manutenção da normotermia, profilaxia antibiótica adequada e cuidados pós-operatórios da ferida. A antibioticoprofilaxia, por exemplo, deve ser administrada no momento correto e não prolongada desnecessariamente, mesmo na presença de drenos, para evitar a seleção de bactérias resistentes e o risco de infecções fúngicas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco modificáveis para infecção do sítio cirúrgico (ISC)?

Fatores modificáveis incluem hiperglicemia perioperatória, hipotermia intraoperatória, má nutrição, obesidade, tabagismo e tempo prolongado de cirurgia. O controle rigoroso desses fatores é crucial para a prevenção.

Por que a hipotermia intraoperatória aumenta o risco de ISC?

A hipotermia causa vasoconstrição periférica, o que diminui a oxigenação dos tecidos e o transporte de células imunes e antibióticos para o local da incisão. Além disso, compromete a função neutrofílica e a coagulação.

Qual a duração recomendada para a profilaxia antibiótica em cirurgias limpas e limpas-contaminadas?

A profilaxia antibiótica deve ser administrada antes da incisão e, na maioria dos casos, não deve ser prolongada por mais de 24 horas após a cirurgia, mesmo na presença de drenos, para evitar resistência.

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