PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Em relação às Infecções do sítio cirúrgico, assinale a alternativa CORRETA.
Hipotermia intraoperatória ↑ risco de ISC devido a vasoconstrição e imunossupressão.
A hipotermia intraoperatória é um fator de risco bem estabelecido para infecções do sítio cirúrgico (ISC). Ela causa vasoconstrição periférica, reduzindo a oxigenação tecidual e o aporte de células imunes e antibióticos à ferida, além de prejudicar a função neutrofílica.
As Infecções do Sítio Cirúrgico (ISC) representam uma das complicações mais comuns e onerosas em cirurgia, impactando significativamente a morbidade, mortalidade e custos hospitalares. A prevenção da ISC é um pilar fundamental da segurança do paciente e envolve uma série de medidas perioperatórias. Diversos fatores de risco contribuem para o desenvolvimento de ISC, incluindo condições do paciente (diabetes, obesidade, desnutrição, tabagismo), fatores relacionados à cirurgia (duração, tipo de cirurgia, técnica asséptica) e fatores ambientais. A hipotermia intraoperatória, em particular, é um fator de risco bem estabelecido, pois a diminuição da temperatura corporal central leva à vasoconstrição periférica, comprometendo a oxigenação tecidual e a entrega de células imunes e antibióticos ao local da ferida, além de prejudicar a função neutrofílica. A prevenção da ISC abrange a otimização pré-operatória do paciente, técnica cirúrgica asséptica rigorosa, controle glicêmico, manutenção da normotermia, profilaxia antibiótica adequada e cuidados pós-operatórios da ferida. A antibioticoprofilaxia, por exemplo, deve ser administrada no momento correto e não prolongada desnecessariamente, mesmo na presença de drenos, para evitar a seleção de bactérias resistentes e o risco de infecções fúngicas.
Fatores modificáveis incluem hiperglicemia perioperatória, hipotermia intraoperatória, má nutrição, obesidade, tabagismo e tempo prolongado de cirurgia. O controle rigoroso desses fatores é crucial para a prevenção.
A hipotermia causa vasoconstrição periférica, o que diminui a oxigenação dos tecidos e o transporte de células imunes e antibióticos para o local da incisão. Além disso, compromete a função neutrofílica e a coagulação.
A profilaxia antibiótica deve ser administrada antes da incisão e, na maioria dos casos, não deve ser prolongada por mais de 24 horas após a cirurgia, mesmo na presença de drenos, para evitar resistência.
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