CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2020
As infecções do sítio cirúrgico (ISC) são entidades que merecem bastante relevância por representarem a complicação mais comum dos procedimentos cirúrgicos e por corresponderem, em média, a 15% de todas as infecções hospitalares. Identificá-las, classificá-las e preveni-las são medidas necessárias para evitar suas consequências, portanto, considerando esses fatos, identifique a alternativa que melhor se encaixe nestes pontos:
Duração cirúrgica prolongada, tabagismo e imunossupressão são fatores de risco importantes para infecção de sítio cirúrgico.
A prevenção de infecções do sítio cirúrgico (ISC) é multifatorial. Fatores relacionados ao paciente (tabagismo, imunossupressão) e ao procedimento (duração do ato operatório) aumentam significativamente o risco de ISC, exigindo atenção redobrada na profilaxia.
As infecções do sítio cirúrgico (ISC) representam um desafio significativo na prática cirúrgica, sendo a complicação mais comum e uma das principais causas de morbidade e mortalidade pós-operatória. Elas impactam negativamente a qualidade de vida do paciente, prolongam a internação hospitalar e aumentam os custos de saúde. A compreensão dos fatores de risco e a implementação de medidas preventivas são, portanto, essenciais para todos os profissionais de saúde envolvidos em procedimentos cirúrgicos. Os fatores de risco para ISC são multifatoriais, abrangendo aspectos relacionados ao paciente, ao procedimento cirúrgico e ao ambiente hospitalar. Fatores do paciente incluem condições comórbidas como diabetes mellitus, obesidade, desnutrição, tabagismo, imunossupressão e idade avançada. Fatores relacionados ao procedimento incluem a duração da cirurgia (quanto maior, maior o risco), a técnica cirúrgica (hemostasia inadequada, trauma tecidual excessivo), a classificação da ferida (limpa, limpa-contaminada, contaminada, infectada) e a adequação da antibioticoprofilaxia. A prevenção de ISC envolve uma abordagem abrangente que inclui otimização pré-operatória do paciente (controle glicêmico, cessação do tabagismo), técnicas assépticas rigorosas durante a cirurgia, antibioticoprofilaxia adequada (escolha, dose e tempo corretos), e cuidados pós-operatórios da ferida. A alternativa B está incorreta porque colecistectomia eletiva é geralmente classificada como cirurgia limpa-contaminada, justificando antibióticos profiláticos, mas não pós-operatórios de rotina. A alternativa C descreve a ISC superficial, não órgão/espaço. A alternativa D, embora a antibioticoterapia seja importante, a prevenção é mais abrangente do que apenas o tratamento precoce.
Os fatores de risco incluem idade avançada, obesidade, diabetes, tabagismo, imunossupressão, desnutrição, duração prolongada da cirurgia e técnica cirúrgica inadequada.
Quanto maior a duração da cirurgia, maior a exposição dos tecidos ao ambiente cirúrgico, maior o trauma tecidual e maior a chance de contaminação, elevando o risco de ISC.
As feridas são classificadas em limpas, limpas-contaminadas, contaminadas e infectadas, o que ajuda a predizer o risco de ISC e a guiar a necessidade de antibioticoprofilaxia.
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