Infecção do Sítio Cirúrgico: O que a ANVISA Não Classifica?

UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020

Enunciado

Entre os princípios de cirurgia segura, está a correta identificação da infecção do sítio cirúrgico. Segundo a ANVISA, uma situação comumente não relatada como infecção do sítio cirúrgico é

Alternativas

  1. A) microrganismo isolado por cultura de fluido ou de tecido originado da incisão superficial.
  2. B) drenagem purulenta originada da incisão superficial.
  3. C) infecção em um local de episiotomia.
  4. D) abertura deliberada da ferida pelo cirurgião devido à presença de eritema e calor.

Pérola Clínica

Infecção de episiotomia não é classificada como Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) pela ANVISA, mas sim como infecção perineal.

Resumo-Chave

As diretrizes da ANVISA, alinhadas com as do CDC, classificam as Infecções do Sítio Cirúrgico (ISC) em superficiais, profundas e de órgão/espaço. Infecções em locais como episiotomia, circuncisão ou locais de punção de agulha não são tipicamente incluídas na vigilância de ISC, sendo consideradas infecções de outros locais ou específicas do procedimento, embora ainda sejam infecções pós-operatórias.

Contexto Educacional

A infecção do sítio cirúrgico (ISC) é uma das complicações mais comuns e onerosas da cirurgia, impactando significativamente a morbidade e mortalidade dos pacientes, além de aumentar os custos hospitalares. A correta identificação e classificação da ISC são fundamentais para a vigilância epidemiológica e para a implementação de medidas preventivas eficazes, sendo um dos pilares dos princípios de cirurgia segura. As definições de ISC são padronizadas por órgãos como a ANVISA no Brasil e o CDC (Centers for Disease Control and Prevention) nos EUA. Elas distinguem a ISC em superficial, profunda e de órgão/espaço, baseando-se na profundidade da infecção e nos tecidos envolvidos. Critérios como drenagem purulenta, isolamento de microrganismos por cultura e sinais inflamatórios locais são utilizados para o diagnóstico. É importante notar que nem todas as infecções que ocorrem após um procedimento cirúrgico são classificadas como ISC. Infecções em locais como episiotomias, circuncisões ou locais de punção de agulha, embora sejam infecções pós-operatórias, não se enquadram na definição de ISC para fins de vigilância, sendo consideradas infecções de outros locais. Essa distinção é crucial para a coleta de dados e para a análise da eficácia das medidas de prevenção de ISC.

Perguntas Frequentes

Quais são os tipos de Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) segundo a ANVISA?

Segundo a ANVISA, as ISC são classificadas em: ISC superficial (envolve pele e tecido subcutâneo), ISC profunda (envolve fáscia e músculo) e ISC de órgão/espaço (envolve qualquer parte da anatomia, exceto a incisão, que foi aberta ou manipulada durante a cirurgia).

Por que a infecção de episiotomia não é considerada ISC?

A infecção de episiotomia não é considerada ISC no contexto da vigilância de infecções relacionadas a procedimentos cirúrgicos gerais, pois a episiotomia é uma incisão obstétrica no períneo, e as diretrizes de ISC focam em incisões cirúrgicas de outros tipos de procedimentos. Ela é classificada como uma infecção perineal ou do trato reprodutor feminino.

Quais são os princípios da cirurgia segura?

Os princípios da cirurgia segura incluem a identificação correta do paciente e do sítio cirúrgico, prevenção de infecção, manejo de riscos anestésicos, preparação para eventos adversos, comunicação eficaz da equipe e contagem de instrumentais e compressas. A lista de verificação de cirurgia segura da OMS é uma ferramenta fundamental.

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