UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Paciente realizou herniorrafia incisional com colocação de tela há cerca de sete dias e volta ao ambulatório para retirada de pontos. Ao exame de sua ferida, encontramos edema local, com pontos tensos na pele e com presença de pequeno seroma abaixo da cicatriz. Certa hiperemia local e calor presente. Dor à palpação da ferida. Diz que, em casa, teve febre nos últimos dois dias e que a ferida não teria drenado qualquer secreção. A melhor conduta seria
Febre + sinais inflamatórios locais 7 dias pós-herniorrafia com tela → Suspeita de ISC, iniciar ATB e postergar retirada de pontos.
O quadro clínico de febre, hiperemia, calor, dor e seroma em uma ferida operatória com tela, sete dias após a cirurgia, é altamente sugestivo de infecção de sítio cirúrgico (ISC). A conduta inicial deve ser antibioticoterapia empírica e aguardar a resolução da inflamação antes de retirar os pontos, para evitar deiscência.
A infecção de sítio cirúrgico (ISC) é uma complicação comum e séria, especialmente em cirurgias que envolvem a colocação de material protético, como telas em herniorrafias incisionais. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para evitar complicações maiores, como sepse, falha do reparo e necessidade de reintervenção. A fisiopatologia da ISC envolve a contaminação bacteriana da ferida durante ou após a cirurgia. A presença de material estranho (tela) pode servir como nicho para bactérias, dificultando a erradicação. Os sinais e sintomas, como febre, dor, hiperemia, calor e edema local, geralmente aparecem entre 5 e 10 dias pós-operatório. A presença de seroma, mesmo que inicialmente estéril, pode se tornar um meio de cultura para bactérias. A conduta para ISC com tela deve ser agressiva. A antibioticoterapia empírica de amplo espectro deve ser iniciada prontamente, cobrindo Staphylococcus aureus e bactérias Gram-negativas. A drenagem de coleções (seroma, abscesso) é fundamental. A retirada dos pontos deve ser postergada para permitir a cicatrização e evitar a deiscência. A retirada da tela é uma medida extrema, reservada para infecções refratárias ou graves, pois implica em um novo defeito herniário e maior morbidade.
Os sinais clássicos incluem febre, dor local intensa, hiperemia, calor, edema, e possivelmente drenagem purulenta. Podem surgir alguns dias após a cirurgia, como no caso de 7 dias pós-operatório.
A conduta inicial envolve antibioticoterapia empírica de amplo espectro, cobrindo os patógenos mais comuns. A drenagem de coleções (como seroma infectado) pode ser necessária. A retirada da tela é reservada para casos de infecção refratária ou grave, pois é uma medida drástica.
A retirada da tela é geralmente considerada como último recurso em infecções de sítio cirúrgico profundas e persistentes que não respondem à antibioticoterapia e drenagem. A decisão deve ser individualizada, pesando os riscos e benefícios.
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