UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Com relação às infecções de sítio cirúrgico, é correto afirmar:
Febre pós-operatória ≠ ISC; duração cirurgia é fator de risco; profilaxia ATB não é para todas cirurgias.
As infecções de sítio cirúrgico (ISC) são complicações importantes, mas a febre no pós-operatório é um achado comum e nem sempre indica ISC. A duração do procedimento cirúrgico é um fator de risco bem estabelecido, e a profilaxia antimicrobiana é indicada apenas em cirurgias específicas, não em todas.
As infecções de sítio cirúrgico (ISC) representam uma das complicações mais comuns e onerosas da cirurgia, impactando significativamente a morbidade e mortalidade dos pacientes, além de aumentar os custos hospitalares. É fundamental que residentes e profissionais de saúde compreendam os fatores de risco e as estratégias de prevenção e manejo das ISC. A fisiopatologia das ISC envolve a contaminação da ferida cirúrgica por microrganismos, geralmente da flora do próprio paciente, seguida pela falha dos mecanismos de defesa do hospedeiro em erradicá-los. Fatores como duração da cirurgia, tipo de ferida (limpa, limpa-contaminada, contaminada, infectada), técnica cirúrgica, controle glicêmico e estado nutricional do paciente são cruciais. O diagnóstico é clínico, com sinais flogísticos locais e, por vezes, sistêmicos. A prevenção é a melhor abordagem, incluindo a profilaxia antimicrobiana adequada (quando indicada), preparo da pele, manutenção da normotermia, controle glicêmico e técnica cirúrgica asséptica. O tratamento envolve drenagem de coleções, desbridamento e antibioticoterapia direcionada. É importante lembrar que a febre pós-operatória é um achado comum e nem sempre indica ISC, exigindo uma investigação diagnóstica cuidadosa para outras causas.
Fatores de risco incluem duração prolongada da cirurgia, contaminação da ferida, estado nutricional do paciente, comorbidades como diabetes, e técnica cirúrgica inadequada.
Não, a profilaxia antimicrobiana é indicada apenas em cirurgias com risco significativo de infecção, como cirurgias limpas-contaminadas ou contaminadas, ou em procedimentos limpos com implante de prótese.
A febre pós-operatória pode ter diversas causas não infecciosas, como atelectasia, reações transfusionais, tromboflebite, ou mesmo ser uma resposta inflamatória sistêmica à cirurgia.
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