UOPCCAN - União Oeste Paranaense de Combate ao Câncer (PR) — Prova 2021
A microbiologia da Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) é relacionada à flora bacteriana presente na área anatômica exposta após um procedimento particular e sendo relativamente fixa nas últimas décadas. Nos procedimentos contaminados e limpo-contaminados, a bactéria mais comum responsável pela ISC é:
ISC em cirurgias contaminadas/limpo-contaminadas → principal agente é Escherichia coli.
A Escherichia coli é a bactéria mais comum em Infecções do Sítio Cirúrgico (ISC) em procedimentos contaminados e limpo-contaminados, pois estes envolvem a abertura de vísceras ocas ou tecidos com flora bacteriana abundante, como o trato gastrointestinal, onde a E. coli é um habitante normal.
A Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) é uma das complicações mais comuns e onerosas da cirurgia, impactando a morbidade, mortalidade e custos hospitalares. A compreensão da microbiologia da ISC é fundamental para a profilaxia antibiótica adequada e o tratamento eficaz. A classificação das cirurgias (limpas, limpas-contaminadas, contaminadas e infectadas) é crucial para prever os patógenos mais prováveis. A fisiopatologia da ISC geralmente envolve a contaminação da ferida cirúrgica por bactérias da flora endógena do paciente ou, menos frequentemente, por fontes exógenas. O diagnóstico da ISC é clínico, com sinais de infecção local (eritema, dor, calor, edema, secreção purulenta) e, por vezes, sistêmicos (febre). A cultura da secreção é essencial para identificar o agente etiológico. Em procedimentos contaminados e limpo-contaminados, que envolvem a manipulação de órgãos com alta carga bacteriana (como o cólon, apêndice, vias biliares), a flora entérica é a principal fonte de infecção. Nesses casos, a Escherichia coli é consistentemente o patógeno mais isolado, exigindo cobertura antibiótica que inclua gram-negativos. A prevenção envolve técnica cirúrgica rigorosa, profilaxia antibiótica adequada e controle de fatores de risco do paciente.
Em cirurgias limpas, os principais agentes etiológicos da Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) são geralmente bactérias da flora cutânea do paciente, como Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis.
A Escherichia coli é um habitante normal do trato gastrointestinal. Em cirurgias classificadas como contaminadas ou limpo-contaminadas, que envolvem a abertura de vísceras ocas, há maior exposição a essa bactéria, tornando-a um agente comum de ISC.
Fatores de risco para ISC incluem tempo cirúrgico prolongado, má técnica asséptica, obesidade, diabetes, imunossupressão, desnutrição, idade avançada e a classificação da cirurgia (contaminada, limpa-contaminada).
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