Infecção de Sítio Cirúrgico: Prevenção e Fatores de Risco

Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente do sexo feminino, 61 anos, diabética, com ferida cirúrgica infectada após histerectomia, encontra-se internada em uso de antibioticoterapia. Sobre infecções de sítio cirúrgico (ISC), assinale a opção correta:

Alternativas

  1. A) O diabetes mellitus não influencia a taxa de ISC.
  2. B) As medidas de prevenção incluem tricotomia imediata na sala cirúrgica, uso adequado de antibióticos profiláticos e controle glicêmico rigoroso.
  3. C) A drenagem de abscessos é dispensável, pois o antibiótico é suficiente.
  4. D) O uso prolongado de antibiótico profilático além de 48 horas reduz drasticamente o risco de ISC.

Pérola Clínica

Prevenção de ISC → controle glicêmico rigoroso, antibioticoprofilaxia correta e evitar tricotomia desnecessária.

Resumo-Chave

A prevenção de infecções de sítio cirúrgico é multifatorial. O controle glicêmico rigoroso em diabéticos é crucial, assim como o uso de antibióticos profiláticos no tempo certo e pela duração correta (geralmente dose única). A tricotomia deve ser evitada ou feita imediatamente antes da cirurgia, preferencialmente com máquina elétrica.

Contexto Educacional

As infecções de sítio cirúrgico (ISC) representam uma das complicações mais comuns e onerosas da cirurgia, impactando a morbidade, mortalidade e custos hospitalares. A paciente do caso, diabética e com ferida infectada pós-histerectomia, ilustra a importância de compreender os fatores de risco e as medidas preventivas. O diabetes mellitus é um fator de risco bem estabelecido para ISC, pois a hiperglicemia compromete a função imune e a cicatrização. Portanto, o controle glicêmico rigoroso no período perioperatório é uma medida preventiva essencial. Outras medidas incluem a antibioticoprofilaxia adequada (administrada no momento certo e por tempo limitado, geralmente dose única), a técnica cirúrgica asséptica, a manutenção da normotermia e a otimização nutricional. A tricotomia, se necessária, deve ser feita imediatamente antes da cirurgia e com máquina elétrica, pois lâminas e tricotomia prévia aumentam o risco de microlesões e colonização bacteriana. É crucial para residentes entender que a drenagem de abscessos é frequentemente indispensável no tratamento de ISC, pois o antibiótico sozinho pode não ser suficiente para erradicar a infecção em coleções purulentas. Além disso, o uso prolongado de antibiótico profilático não reduz o risco de ISC e, na verdade, aumenta o risco de resistência bacteriana e efeitos adversos, sendo uma prática desaconselhada.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de infecção de sítio cirúrgico?

Fatores de risco incluem diabetes mellitus, obesidade, tabagismo, desnutrição, imunossupressão, tempo cirúrgico prolongado, técnica cirúrgica inadequada, hipóxia tecidual, contaminação da ferida e preparo inadequado do campo operatório.

Qual o papel do controle glicêmico na prevenção de ISC em pacientes diabéticos?

O controle glicêmico rigoroso no período perioperatório é fundamental, pois a hiperglicemia prejudica a função imunológica (especialmente a fagocitose), a cicatrização de feridas e aumenta significativamente o risco de infecção.

Como deve ser realizada a antibioticoprofilaxia cirúrgica?

O antibiótico profilático deve ser administrado na dose correta, no momento certo (geralmente 30-60 minutos antes da incisão) e por uma duração limitada (geralmente dose única ou até 24 horas), visando cobrir os patógenos mais prováveis para o tipo de cirurgia.

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