Infecção de Sítio Cirúrgico: Fatores de Risco para MRSA

IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Sobre as infecções de sítio cirúrgico é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) Estão sob maior risco de infecção por Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) pacientes com colonização em swab nasal, infecções prévias por MRSA, hospitalização recente ou uso recente de antibioticoterapia
  2. B) Se referem exclusivamente às infecções superficiais de pele, subcutâneo e vias de acesso 
  3. C) Se referem exclusivamente às infecções profundas do órgão/região alvo do procedimento 
  4. D) A antibioticoprofilaxia deve ser realizada até 120 minutos antes da incisão

Pérola Clínica

Risco de ISC por MRSA ↑ em pacientes com colonização nasal, infecção prévia, hospitalização ou ATB recente.

Resumo-Chave

Pacientes com histórico de colonização ou infecção por MRSA, hospitalização recente ou uso prévio de antibióticos apresentam maior risco de desenvolver infecção de sítio cirúrgico por MRSA, exigindo atenção especial na profilaxia e vigilância.

Contexto Educacional

As infecções de sítio cirúrgico (ISC) representam uma das complicações mais comuns e onerosas da cirurgia, impactando a morbidade, mortalidade e custos hospitalares. Elas são classificadas em superficiais (pele e tecido subcutâneo), profundas (fáscia e músculo) e de órgão/espaço (qualquer parte da anatomia que foi manipulada durante a cirurgia, excluindo a incisão). A prevenção de ISC é multifacetada, envolvendo desde a preparação pré-operatória do paciente até técnicas cirúrgicas assépticas e cuidados pós-operatórios. Um dos desafios crescentes na prevenção e tratamento de ISC é a emergência de microrganismos resistentes, como o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA). Pacientes com histórico de colonização nasal por MRSA, infecções prévias por esse patógeno, hospitalização recente ou uso recente de antibioticoterapia estão sob maior risco de desenvolver ISC por MRSA. Nesses casos, estratégias específicas, como a descolonização pré-operatória e a escolha de antibióticos profiláticos com cobertura para MRSA, podem ser consideradas. A antibioticoprofilaxia é uma medida crucial na prevenção de ISC, mas sua eficácia depende da escolha correta do antibiótico, da dose e, criticamente, do momento da administração. O antibiótico deve ser administrado de forma que atinja concentrações teciduais terapêuticas no momento da incisão cirúrgica e seja mantido durante o período de maior risco de contaminação. A duração da profilaxia geralmente não excede 24 horas após a cirurgia.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para infecção de sítio cirúrgico (ISC)?

Os fatores de risco para ISC incluem idade avançada, diabetes, obesidade, tabagismo, desnutrição, imunossupressão, tempo cirúrgico prolongado, tipo de cirurgia (contaminada/infectada), e colonização por microrganismos resistentes como o MRSA.

Como a colonização nasal por MRSA aumenta o risco de ISC?

A colonização nasal por MRSA é um reservatório importante para o patógeno. Durante a cirurgia, pode ocorrer autoinoculação do sítio cirúrgico com bactérias da própria flora do paciente, aumentando o risco de infecção por esse agente resistente.

Qual o tempo ideal para a administração da antibioticoprofilaxia cirúrgica?

A antibioticoprofilaxia deve ser administrada em tempo hábil para que o antibiótico atinja concentrações teciduais adequadas no momento da incisão. Geralmente, isso significa dentro de 60 minutos antes da incisão para a maioria dos antibióticos, ou até 120 minutos para vancomicina e fluoroquinolonas devido ao seu tempo de infusão.

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