UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
A Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) é uma das principais infecções relacionadas à assistência à saúde no Brasil, ocupando a terceira posição entre todas as infecções em serviços de saúde e compreendendo 14% a 16% daquelas encontradas em pacientes hospitalizados. No que diz respeito à infecção do sítio cirúrgico, estão corretas as seguintes afirmações, EXCETO.
ISC: Infecção incisional superficial (pele/subcutâneo), profunda (fáscia/músculo), órgão/cavidade (órgão manipulado).
A classificação da Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) é fundamental para a vigilância epidemiológica e para guiar o tratamento. Os critérios de tempo para diagnóstico variam se há ou não implante de prótese, estendendo-se até um ano em casos de próteses, mas não arbitrariamente para 9 meses com tela.
A Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) representa uma das complicações mais comuns e onerosas da assistência à saúde, impactando significativamente a morbidade, mortalidade e custos hospitalares. Sua vigilância e prevenção são prioridades em qualquer serviço de saúde. A classificação da ISC é padronizada e essencial para a coleta de dados epidemiológicos e para a comparação entre instituições. A classificação da ISC é dividida em três categorias principais: infecção incisional superficial (envolve apenas pele e tecido subcutâneo da incisão), infecção incisional profunda (envolve tecidos moles profundos à incisão, como fáscia e músculos) e infecção de órgão ou cavidade (envolve qualquer parte da anatomia que não a incisão, manipulada ou aberta durante a cirurgia). Os critérios de tempo para o diagnóstico são cruciais: 30 dias após a cirurgia para procedimentos sem implantes e até um ano para aqueles com implantes (como próteses ortopédicas ou vasculares). A prevenção da ISC envolve uma série de medidas pré, intra e pós-operatórias, incluindo profilaxia antibiótica adequada, preparo da pele, técnica cirúrgica asséptica e controle glicêmico. O reconhecimento precoce e a classificação correta da ISC são fundamentais para o tratamento eficaz, que pode incluir drenagem, desbridamento e antibioticoterapia, visando minimizar as consequências para o paciente.
Os três tipos principais são: infecção incisional superficial (envolve pele e subcutâneo), infecção incisional profunda (envolve fáscia e/ou músculos) e infecção de órgão ou cavidade (envolve qualquer órgão ou cavidade manipulada durante a cirurgia).
Geralmente, a ISC é considerada se ocorrer nos primeiros 30 dias após a cirurgia. No entanto, se houver colocação de prótese ou implante, esse período se estende para até um ano após a cirurgia.
Se a infecção envolver mais de um plano anatômico, ela deve ser classificada de acordo com o sítio de maior profundidade atingido. Por exemplo, uma infecção que atinge pele, subcutâneo e fáscia é classificada como incisional profunda.
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