IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2022
Mulher, 72 anos, submetida à ressecção anterior de reto aberta por neoplasia retal localizada a 6 cm da margem anal, utilizando os cuidados descritos abaixo. No 5° DPO, apresentou hiperemia e saída de secreção purulenta pela ferida operatória. Baseando-se nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para prevenção da infecção do sítio cirúrgico, qual conduta NÃO diminui as chances de infecção de ferida?
Antibioticoprofilaxia cirúrgica → deve ser de curta duração (dose única ou <24h), não por 48h.
A antibioticoprofilaxia cirúrgica, embora essencial, deve ser de curta duração, geralmente uma dose única ou estendida por no máximo 24 horas após a cirurgia. A manutenção por 48 horas ou mais não demonstrou benefício adicional na prevenção de infecção do sítio cirúrgico e aumenta o risco de resistência antimicrobiana e efeitos adversos.
A Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) é uma das complicações mais comuns e onerosas da cirurgia, impactando significativamente a morbidade, mortalidade e os custos de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou diretrizes abrangentes para a prevenção de ISC, que são cruciais para a prática cirúrgica moderna e para a formação de residentes. Entre as medidas recomendadas, destacam-se o preparo adequado da pele com antissépticos à base de clorexidina alcoólica, o banho pré-operatório com sabão antimicrobiano, a manutenção da normotermia e normoglicemia, e a otimização da oxigenioterapia peroperatória. Essas intervenções visam reduzir a carga bacteriana e otimizar a resposta imune do paciente. Um ponto crítico é a antibioticoprofilaxia cirúrgica. As diretrizes da OMS enfatizam que a profilaxia deve ser administrada no momento certo (geralmente 30-60 minutos antes da incisão) e por um período limitado. A manutenção da antibioticoprofilaxia por mais de 24 horas pós-operatório não demonstrou benefício adicional na prevenção de ISC e está associada a um aumento do risco de resistência antimicrobiana e efeitos adversos, sendo, portanto, uma conduta que NÃO diminui as chances de infecção, mas pode até prejudicar.
As recomendações incluem banho pré-operatório com sabão antimicrobiano, preparo da pele com clorexidina alcoólica, antibioticoprofilaxia adequada (dose única ou <24h), normotermia e normoglicemia, e oxigenioterapia peroperatória.
A profilaxia de curta duração (dose única ou até 24h) é suficiente para cobrir o período de maior risco de contaminação bacteriana durante a cirurgia. Duração prolongada não adiciona benefício e aumenta o risco de resistência e efeitos colaterais.
A manutenção de níveis adequados de oxigênio durante e após a cirurgia melhora a perfusão tecidual e a função dos neutrófilos, otimizando a defesa do hospedeiro contra infecções e reduzindo o risco de ISC.
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