SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021
Homem de 53 anos de idade, diabético, IMC: 35 kg/m2, foi submetido à correção de hérnia inguinal esquerda pela técnica de Lichtenstein. No 4º dia de pós-operatório apresentou queixa de dor no local operado. Ao exame clínico observaram-se edema, calor e hiperemia no local da incisão neste momento.Qual conduta para este caso clínico?
Infecção de tela pós-herniorrafia → remoção da tela e reparo primário (ex: Bassini) em casos selecionados.
Dor, edema, calor e hiperemia no 4º PO de herniorrafia com tela sugerem infecção de sítio cirúrgico. A conduta pode envolver reoperação para remoção da tela infectada e reparo do defeito sem prótese, como a técnica de Bassini, para evitar recorrência da infecção.
Infecções de sítio cirúrgico (ISC) são complicações importantes em cirurgias de hérnia inguinal, especialmente com o uso de telas protéticas. Fatores de risco incluem diabetes e obesidade, presentes no caso. A identificação precoce de sinais como dor, edema, calor e hiperemia é crucial para o manejo adequado. A fisiopatologia envolve a colonização bacteriana da tela, que atua como corpo estranho, dificultando a erradicação da infecção apenas com antibióticos. A conduta para ISC profunda ou com envolvimento da tela geralmente requer reoperação para drenagem, debridamento e, muitas vezes, remoção da tela infectada. A substituição por uma nova tela é contraindicada em ambiente infectado. Após a remoção da tela, o reparo do defeito herniário pode ser realizado por uma técnica sem tensão, como a de Bassini, que, embora mais antiga e com maior taxa de recorrência que as técnicas com tela, é uma opção em campo infectado. O prognóstico depende da extensão da infecção e da resposta ao tratamento, com risco de recorrência da hérnia.
Os sinais clássicos de infecção de sítio cirúrgico incluem dor localizada, edema, calor, hiperemia e, por vezes, drenagem purulenta no local da incisão. Febre e leucocitose também podem estar presentes.
A conduta inicial geralmente envolve antibióticos e drenagem. Em casos de infecção profunda ou envolvimento da tela, a reoperação para remoção da tela infectada e debridamento do tecido desvitalizado é frequentemente necessária.
Após a remoção de uma tela infectada, a introdução de uma nova prótese é contraindicada devido ao alto risco de re-infecção. Nesses casos, um reparo primário sem tensão, como a técnica de Bassini, pode ser uma opção para fechar o defeito herniário, apesar de ter maior taxa de recorrência em comparação com as técnicas com tela.
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