UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
GRP, 30 anos, foi submetida a uma cesariana há 3 dias. Está com febre de 38,5°C, e a ferida cirúrgica está endurecida e eritematosa. A melhor conduta para essa paciente é
Febre + ferida cirúrgica endurecida/eritematosa pós-cesariana → abrir ferida e drenar.
Em caso de sinais de infecção de sítio cirúrgico (febre, endurecimento, eritema) após uma cesariana, a conduta inicial mais importante é a abertura da ferida para drenagem de possível coleção e coleta de material para cultura. A drenagem é fundamental para o controle da infecção antes mesmo de iniciar antibióticos sistêmicos.
A infecção de sítio cirúrgico (ISC) é uma complicação comum e preocupante no pós-operatório, especialmente após cesarianas, que são cirurgias potencialmente contaminadas. A ISC pode prolongar a internação, aumentar custos e causar morbidade significativa para a paciente. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são cruciais para um bom prognóstico. Os sinais de ISC geralmente aparecem entre o 3º e o 7º dia pós-operatório e incluem febre, dor localizada, eritema, calor, edema e endurecimento da ferida. A presença de uma coleção purulenta sob a incisão é um achado comum. O diagnóstico é clínico, mas a cultura da secreção é fundamental para identificar o agente etiológico e guiar a antibioticoterapia. A conduta para ISC superficial, como a apresentada na questão, é primariamente cirúrgica: abertura da ferida, drenagem de qualquer coleção, debridamento de tecidos desvitalizados e coleta de material para cultura. A antibioticoterapia sistêmica é um adjuvante e deve ser iniciada após a drenagem, com cobertura empírica para os patógenos mais comuns (Staphylococcus aureus, Streptococcus spp.) e ajustada conforme o antibiograma. O tratamento local com curativos adequados é igualmente importante para a cicatrização por segunda intenção.
Os sinais de infecção de sítio cirúrgico após cesariana incluem febre (geralmente após 48-72h), dor localizada, eritema, calor, endurecimento da ferida, edema e, em alguns casos, drenagem de secreção purulenta. Pode haver também deiscência parcial ou total da ferida.
A drenagem é crucial porque remove o material infectado (pus, tecido necrótico) que serve como meio de cultura para bactérias e impede a ação eficaz dos antibióticos. A remoção da coleção e o debridamento do tecido desvitalizado são passos essenciais para o controle da infecção e a cicatrização.
Antibióticos sistêmicos devem ser iniciados após a drenagem e coleta de cultura, especialmente se houver sinais de celulite extensa, febre persistente, toxicidade sistêmica ou se a infecção for profunda. A escolha do antibiótico deve ser empírica inicialmente e ajustada conforme o resultado da cultura e antibiograma.
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