Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2026
Paciente no 7º dia pós-operatório de histerectomia apresenta febre, dor abdominal e secreção purulenta por contraincisão. Qual é a conduta inicial?
Febre + secreção purulenta no 7º PO de histerectomia → Drenagem + Antibioticoterapia EV.
Infecções profundas ou de órgão/espaço após cirurgias ginecológicas exigem abordagem agressiva com drenagem de coleções e cobertura antibiótica de amplo espectro.
A infecção de sítio cirúrgico (ISC) é uma das complicações mais comuns após histerectomia. Ela é classificada em superficial, profunda ou de órgão/espaço. A presença de febre associada a dor abdominal e drenagem de secreção purulenta no 7º dia pós-operatório sugere fortemente uma infecção profunda ou de órgão/espaço, como um abscesso de cúpula ou pélvico. O manejo inicial baseia-se no binômio: drenagem do foco infeccioso e antibioticoterapia sistêmica. A drenagem é fundamental, pois o antibiótico isolado apresenta baixa penetração em coleções organizadas. O tratamento deve ser hospitalar com drogas endovenosas para garantir níveis séricos adequados e monitorização de sinais de resposta inflamatória sistêmica ou sepse.
Deve-se suspeitar em pacientes com febre persistente, dor abdominal baixa, leucocitose e, por vezes, saída de secreção purulenta pela cúpula vaginal ou incisões, geralmente após o 5º dia pós-operatório.
A drenagem pode ser realizada por via vaginal (através da cúpula), percutânea guiada por imagem (USG ou TC) ou via laparoscópica/laparotômica, dependendo da localização e extensão da coleção.
O esquema deve ser de amplo espectro, cobrindo a flora polimicrobiana da região genital, incluindo gram-positivos, gram-negativos entéricos e, obrigatoriamente, anaeróbios.
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