IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2021
Em relação à infecção do sítio cirúrgico, é correto afirmar:
ISC: até 30 dias pós-cirurgia ou até 1 ano com implante.
A definição temporal da infecção do sítio cirúrgico é crucial para o diagnóstico e vigilância epidemiológica. A presença de implantes prolonga significativamente o período de risco, refletindo a complexidade da infecção em materiais protéticos.
A Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) representa uma das complicações mais frequentes e onerosas em cirurgia, impactando significativamente a morbimortalidade e os custos hospitalares. Sua definição e classificação são fundamentais para a vigilância epidemiológica e a implementação de medidas preventivas eficazes. Compreender os critérios diagnósticos, incluindo o período de tempo após a cirurgia, é essencial para todos os profissionais de saúde envolvidos no cuidado perioperatório. A fisiopatologia da ISC envolve a interação entre a carga microbiana no sítio cirúrgico, a virulência dos microrganismos e a resposta imune do paciente. O diagnóstico baseia-se em sinais clínicos de infecção (dor, calor, rubor, edema, secreção purulenta) e, em alguns casos, cultura de secreção. A profilaxia antibiótica adequada, a técnica cirúrgica asséptica, o controle glicêmico e a normotermia são pilares na prevenção. O tratamento da ISC geralmente envolve drenagem da coleção, desbridamento de tecidos necróticos e antibioticoterapia direcionada. O prognóstico varia conforme a profundidade da infecção, o agente etiológico e as condições do paciente. Para residentes, é crucial dominar a classificação das ISC (superficial, profunda, de órgão/espaço) e os fatores que prolongam o risco, como a presença de implantes, para garantir um manejo adequado e reduzir as taxas de recidiva.
Uma ISC é definida como infecção que ocorre em até 30 dias após a cirurgia ou em até um ano se houver implante associado ao procedimento.
A presença de materiais protéticos (implantes) pode servir como nicho para bactérias, dificultando a erradicação e permitindo que a infecção se manifeste de forma mais tardia.
Fatores de risco incluem tempo cirúrgico prolongado, contaminação da ferida, técnica cirúrgica inadequada, estado nutricional do paciente, comorbidades e falha na profilaxia antibiótica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo