FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Quando diagnosticada a infecção do sítio cirúrgico,
Infecção sítio cirúrgico → Abertura da ferida + Desbridamento de tecido necrótico.
O tratamento da infecção do sítio cirúrgico geralmente envolve a abertura da ferida para permitir a drenagem adequada e a remoção de pontos, além do desbridamento de qualquer tecido necrótico ou desvitalizado para promover a cicatrização e controlar a infecção. A antibioticoterapia é adjuvante.
A infecção do sítio cirúrgico (ISC) é uma das complicações pós-operatórias mais comuns e representa um desafio significativo na prática cirúrgica, impactando a morbidade, mortalidade e os custos de saúde. Sua prevenção é multifacetada, envolvendo desde a preparação pré-operatória do paciente até as técnicas cirúrgicas assépticas. No entanto, quando ocorre, seu manejo adequado é crucial para evitar complicações maiores e promover a recuperação do paciente. O diagnóstico da ISC é clínico, caracterizado por sinais flogísticos (dor, calor, rubor, edema), presença de secreção purulenta, febre e leucocitose. Uma vez diagnosticada, a abordagem terapêutica primária não se restringe apenas à antibioticoterapia. É imperativo que a ferida seja aberta, com a remoção de pontos ou grampos, para permitir a drenagem de coleções e a descompressão dos tecidos. Além disso, a ressecção de todo tecido necrótico ou desvitalizado (desbridamento) é fundamental para remover o substrato para o crescimento bacteriano e otimizar o processo de cicatrização. Após o desbridamento e a drenagem, a ferida é geralmente tratada por segunda intenção, com curativos adequados que mantenham um ambiente úmido e controlem o exsudato. A antibioticoterapia sistêmica é um complemento importante, guiada por culturas e antibiograma, mas as medidas locais são a base do tratamento. O manejo eficaz da ISC exige uma compreensão profunda dos princípios de cicatrização e controle de infecção, sendo um conhecimento essencial para residentes em cirurgia e áreas afins.
Os primeiros passos incluem a avaliação da ferida, a abertura da incisão cirúrgica (remoção de pontos ou grampos) para permitir a drenagem de exsudato ou pus, e o desbridamento de qualquer tecido necrótico ou desvitalizado presente. A coleta de material para cultura e antibiograma é fundamental.
A antibioticoterapia é indicada após a coleta de culturas e geralmente é empírica, baseada na flora esperada do sítio cirúrgico, sendo ajustada conforme o resultado do antibiograma. É um tratamento adjuvante e não substitui as medidas de controle local da infecção, como drenagem e desbridamento.
O desbridamento é crucial para remover tecidos necróticos, corpos estranhos e biofilmes bacterianos que servem como nicho para a proliferação microbiana e impedem a cicatrização. Ele cria um ambiente mais propício para a resposta imune do hospedeiro e a formação de tecido de granulação saudável.
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