AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025
São considerados fatores de risco para infecção de sítio cirúrgico, EXCETO:
Fatores de risco ISC = ↑ tempo cirúrgico, hipoxemia, tabagismo, DM. Robótica ↓ risco vs aberta.
A infecção de sítio cirúrgico (ISC) é influenciada por fatores do paciente e do procedimento. Técnicas minimamente invasivas, como a robótica, tendem a reduzir esse risco.
A infecção de sítio cirúrgico (ISC) permanece uma das complicações mais comuns e onerosas na prática cirúrgica. Os fatores de risco são divididos em relacionados ao paciente (idade, diabetes, tabagismo, obesidade, desnutrição e alcoolismo) e relacionados ao procedimento (duração da cirurgia, técnica cirúrgica, preparo da pele e antibioticoprofilaxia). A cirurgia robótica e a laparoscopia representam avanços significativos na redução de ISC, pois utilizam incisões menores, causam menos trauma tecidual e reduzem a exposição das cavidades corporais ao ambiente externo. O controle rigoroso da glicemia, a manutenção da normotermia e a oxigenação suplementar perioperatória são estratégias baseadas em evidências para mitigar esses riscos.
O consumo crônico de álcool está associado a disfunções imunológicas, prejuízo na cicatrização de feridas e maior incidência de complicações pulmonares e cardíacas no pós-operatório. Pacientes etilistas apresentam uma resposta inflamatória alterada, o que facilita a colonização e infecção do sítio cirúrgico por patógenos oportunistas ou da própria microbiota.
O tempo cirúrgico prolongado expõe os tecidos ao ambiente hospitalar por mais tempo, aumenta a dessecação tecidual, eleva a fadiga da equipe e pode levar à redução da eficácia da antibioticoprofilaxia (que pode exigir redosagem). Além disso, cirurgias longas costumam estar associadas a maior perda sanguínea e necessidade de transfusões, que são fatores imunossupressores.
A hipoxemia tecidual prejudica a função dos neutrófilos, que dependem do oxigênio para gerar radicais livres necessários para a destruição bacteriana (burst oxidativo). Manter uma saturação de oxigênio adequada e garantir a perfusão tecidual no perioperatório são medidas fundamentais para reduzir as taxas de infecção de sítio cirúrgico.
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