UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
A microbiologia da Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) é relacionada à flora bacteriana presente na área anatômica exposta após um procedimento particular e sendo relativamente fixa nas últimas décadas. Nos procedimentos contaminados e limpo-contaminados, a bactéria mais comum responsável pela ISC é
ISC em cirurgias contaminadas/limpo-contaminadas → Escherichia coli é a bactéria mais comum.
Em cirurgias classificadas como contaminadas ou limpo-contaminadas (ex: cirurgias gastrointestinais), a flora endógena do trato gastrointestinal é a principal fonte de patógenos. A Escherichia coli, um bacilo Gram-negativo entérico, é o agente etiológico mais frequentemente isolado nessas infecções.
A Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) é uma das complicações pós-operatórias mais comuns e representa um desafio significativo na prática cirúrgica, impactando a morbidade, mortalidade e custos hospitalares. Sua epidemiologia é complexa, mas a microbiologia tende a ser previsível, baseando-se na flora endógena da área anatômica manipulada. Em procedimentos cirúrgicos classificados como contaminados ou limpo-contaminados, que envolvem a abertura de vísceras ocas com alto risco de contaminação (ex: trato gastrointestinal, geniturinário), a Escherichia coli emerge como o patógeno bacteriano mais frequentemente isolado. Isso se deve à sua prevalência como parte da flora normal do intestino, tornando-a um alvo primário para a profilaxia antibiótica e tratamento empírico. Compreender a microbiologia específica de cada tipo de cirurgia é fundamental para a escolha adequada da profilaxia antibiótica e para o manejo eficaz da ISC, caso ocorra. Para residentes, o domínio desses conceitos é essencial tanto para as provas quanto para a prática clínica, visando otimizar os resultados cirúrgicos e a segurança do paciente.
Os fatores de risco para ISC incluem a classificação da ferida cirúrgica, tempo cirúrgico prolongado, idade avançada, comorbidades como diabetes e obesidade, e técnicas cirúrgicas inadequadas.
A profilaxia antibiótica é crucial para reduzir a incidência de ISC, especialmente em cirurgias limpo-contaminadas e contaminadas, visando cobrir os patógenos mais prováveis da área cirúrgica.
A classificação da ferida (limpa, limpa-contaminada, contaminada, infectada) direciona a escolha do antibiótico profilático, que deve cobrir a flora esperada para cada tipo de procedimento.
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