FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2024
Paciente do sexo feminino, 50 anos, foi submetida a uma cirurgia abdominal de emergência devido a uma perfuração intestinal decorrente de um quadro de diverticulite aguda. No pós-operatório, a paciente apresenta uma ferida cirúrgica com bordas edemaciadas, eritematosas e com secreção purulenta. A análise dos exames laboratoriais revela uma contagem elevada de leucócitos e um aumento nos níveis de proteína C reativa. Diante desse quadro, o médico assistente suspeita de uma infecção da ferida cirúrgica. Qual é a conduta apropriada nesse caso?
Infecção de ferida cirúrgica com secreção purulenta → Drenagem + Antibioticoterapia adequada.
Infecções de ferida cirúrgica, especialmente com sinais de coleção purulenta, exigem intervenção ativa. A drenagem da secreção é essencial para remover o foco infeccioso, e a antibioticoterapia deve ser iniciada prontamente, idealmente após coleta de cultura, para combater os patógenos responsáveis.
Infecções de sítio cirúrgico (ISC) representam uma das complicações pós-operatórias mais comuns e impactam significativamente a morbidade, mortalidade e custos hospitalares. A paciente do caso, submetida a uma cirurgia abdominal de emergência por perfuração intestinal (um procedimento contaminado), apresenta um quadro clássico de ISC, com bordas edemaciadas, eritematosas, secreção purulenta, leucocitose e PCR elevada. O diagnóstico de ISC é predominantemente clínico, baseado nos sinais inflamatórios locais e sistêmicos. A presença de secreção purulenta é um indicador inequívoco de infecção. A fisiopatologia envolve a proliferação bacteriana no local da incisão, muitas vezes por microrganismos da flora endógena do paciente ou contaminação externa, exacerbada por fatores de risco como cirurgias de emergência, contaminação intraoperatória e estado imunológico comprometido. A conduta apropriada para uma infecção de ferida cirúrgica com secreção purulenta não se limita à antibioticoterapia. A drenagem da secreção, que pode exigir a abertura de parte da incisão, é fundamental para remover o material infectado e permitir a cicatrização por segunda intenção ou fechamento tardio. A antibioticoterapia deve ser iniciada após a coleta de material para cultura e antibiograma, cobrindo os patógenos mais prováveis (geralmente gram-positivos da pele e, em cirurgias abdominais, gram-negativos e anaeróbios). O tratamento eficaz previne complicações como celulite, fasciite necrosante e sepse, sendo um conhecimento essencial para residentes em cirurgia e clínica médica.
Os sinais e sintomas incluem eritema, edema, dor, calor local, secreção purulenta, febre, leucocitose e aumento dos níveis de proteína C reativa. A presença de secreção purulenta é um sinal cardinal de infecção.
A conduta inicial mais apropriada é a drenagem da secreção purulenta, que pode envolver a abertura de pontos e desbridamento, seguida pela coleta de cultura para identificação do agente etiológico e início de antibioticoterapia empírica adequada ao perfil de risco do paciente e tipo de cirurgia.
A drenagem é crucial porque remove o material purulento, que atua como um meio de cultura para bactérias e impede a ação eficaz dos antibióticos. A remoção do foco infeccioso é fundamental para o controle da infecção e cicatrização da ferida.
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