SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2021
Um paciente de 65 anos de idade, diabético, realizou um procedimento cirúrgico de emergência (hérnia inguinal estrangulada), e, no quinto dia do pós-operatório, constataram-se sinais de infecção do sítio cirúrgico.Com relação ao perfil do paciente e às infecções do sítio cirúrgico, é correto afirmar que
Hipotermia, tempo cirúrgico prolongado, diabetes e cirurgia de emergência ↑ risco de Infecção do Sítio Cirúrgico.
A Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) é uma complicação comum. Fatores como hipotermia intraoperatória, tempo cirúrgico estendido, idade avançada, obesidade, diabetes mellitus e cirurgias de emergência aumentam significativamente o risco de desenvolvimento de ISC. O controle desses fatores é crucial na prevenção.
A Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) é uma das complicações pós-operatórias mais comuns e representa um desafio significativo na prática cirúrgica, impactando a morbidade, mortalidade e os custos de saúde. A sua ocorrência é multifatorial, envolvendo fatores relacionados ao paciente, ao procedimento cirúrgico e ao ambiente hospitalar. Compreender esses fatores é crucial para implementar estratégias eficazes de prevenção. Fatores de risco relacionados ao paciente incluem idade avançada, obesidade, diabetes mellitus (especialmente com controle glicêmico inadequado), desnutrição, tabagismo, imunossupressão e comorbidades como doença renal crônica. Em relação ao procedimento, a hipotermia intraoperatória é um fator bem estabelecido, pois compromete a função imune e a oxigenação tecidual. O tempo operatório prolongado também aumenta o risco, devido à maior exposição e manipulação dos tecidos. Cirurgias de emergência, por sua natureza, frequentemente envolvem pacientes menos preparados e maior contaminação, elevando a taxa de ISC em comparação com procedimentos eletivos. A prevenção da ISC envolve uma abordagem multifacetada que inclui a otimização das condições do paciente no pré-operatório (controle glicêmico, cessação do tabagismo), profilaxia antibiótica adequada, manutenção da normotermia intraoperatória, técnica cirúrgica asséptica rigorosa, controle da glicemia perioperatória e manejo adequado da ferida no pós-operatório. A atenção a esses detalhes é fundamental para reduzir as taxas de infecção e melhorar os resultados cirúrgicos.
Fatores do paciente incluem idade avançada, obesidade, diabetes mellitus (especialmente com hiperglicemia), desnutrição, tabagismo, imunossupressão e colonização por microrganismos resistentes.
A hipotermia prejudica a função imune, causa vasoconstrição periférica que reduz a oxigenação tecidual na ferida cirúrgica e compromete a entrega de antibióticos, aumentando a suscetibilidade à infecção.
Um tempo operatório prolongado expõe a ferida cirúrgica a um ambiente potencialmente contaminado por mais tempo, aumenta o trauma tecidual e a perda de calor, e pode levar a maior manipulação e ressecamento dos tecidos, favorecendo a infecção.
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