CRER - Centro de Reabilitação Dr. Henrique Santillo (GO) — Prova 2015
Com relação à técnica operatória, são fatores de risco que predispõem à infecção, exceto:
Fios monofilamentares ↓ risco de infecção cirúrgica devido a menor capilaridade e superfície para bactérias.
A escolha do material de sutura é crucial na prevenção de infecções do sítio cirúrgico. Fios monofilamentares, por sua estrutura lisa e menor capilaridade, oferecem menor superfície para a adesão bacteriana e são menos propensos a abrigar microrganismos, ao contrário dos multifilamentares ou da presença de corpos estranhos, tecidos desvitalizados e espaço morto.
A infecção de sítio cirúrgico (ISC) é uma das complicações mais comuns e onerosas em cirurgia, impactando significativamente a morbidade e mortalidade dos pacientes. A compreensão dos fatores de risco é fundamental para a implementação de medidas preventivas eficazes. Esses fatores podem ser intrínsecos ao paciente (comorbidades, estado nutricional) ou extrínsecos, relacionados à técnica operatória e ao ambiente cirúrgico. No contexto da técnica operatória, diversos elementos predispõem à ISC. A presença de corpos estranhos, como próteses ou implantes, cria superfícies para a formação de biofilmes bacterianos. O espaço morto, resultante de uma sutura inadequada ou falha em obliterar cavidades, permite o acúmulo de sangue e fluidos, formando um meio de cultura ideal para bactérias. Tecidos desvitalizados ou isquêmicos têm sua capacidade de defesa comprometida, tornando-os mais suscetíveis à infecção. Além disso, o tempo prolongado de cirurgia aumenta a exposição dos tecidos ao ambiente e a manipulação, elevando o risco. Em contraste, o uso de fios monofilamentares é considerado um fator protetor, e não de risco, contra a ISC. Sua estrutura lisa e não porosa dificulta a adesão bacteriana e a capilaridade, que é a capacidade de transportar fluidos e, consequentemente, microrganismos ao longo do fio. Essa característica os torna preferíveis em muitas situações onde o risco de infecção é elevado. A escolha do material de sutura, juntamente com uma técnica cirúrgica meticulosa, hemostasia rigorosa, manuseio delicado dos tecidos e profilaxia antibiótica adequada, são pilares na prevenção da infecção do sítio cirúrgico, garantindo melhores resultados para o paciente.
Os principais fatores de risco incluem a presença de corpos estranhos (como próteses), a formação de espaço morto que acumula fluidos, a existência de tecidos desvitalizados ou isquêmicos, e o tempo prolongado da cirurgia, que aumenta a exposição e a manipulação tecidual.
Fios multifilamentares, devido à sua estrutura trançada, possuem maior capilaridade e superfície, o que pode facilitar a adesão e proliferação bacteriana, aumentando o risco de infecção. Fios monofilamentares, por serem lisos, têm menor capilaridade e são menos propensos a abrigar bactérias.
Outros fatores incluem condições do paciente (diabetes, obesidade, desnutrição, imunossupressão), contaminação da ferida (cirurgias limpas, limpas-contaminadas, contaminadas, infectadas), e fatores ambientais (ventilação da sala, esterilização de materiais).
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