USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Menina, 6 anos, histórico de dermatite de repetição, atualmente mais intenso nas dobras, além de rinite alérgica. Há 3 semanas notou exacerbação das lesões de dermatite, piora do prurido e aparecimento de lesões novas no abdome, onde refere também muito prurido. Ao exame apresenta placas de dermatite subaguda nas dobras, sinais de escoriações e no abdome as lesões da figura. Considerando o diagnóstico mais provável, qual micro-organismo seria identificado nas lesões ativas do abdome?
Dermatite atópica + lesões exsudativas/crostosas/pruriginosas = suspeitar de infecção secundária por Staphylococcus aureus.
Pacientes com dermatite atópica têm barreira cutânea comprometida e maior colonização por Staphylococcus aureus, tornando-os suscetíveis a infecções bacterianas secundárias, como impetigo, que se manifesta com lesões crostosas e pruriginosas.
A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica da pele, caracterizada por prurido intenso, pele seca e lesões eczematosas. É uma condição comum na infância, frequentemente associada a outras atopias como rinite alérgica e asma. A disfunção da barreira cutânea e a desregulação imune tornam esses pacientes particularmente vulneráveis a infecções cutâneas secundárias. A fisiopatologia da dermatite atópica envolve uma combinação de fatores genéticos, ambientais e imunológicos. A barreira cutânea comprometida facilita a perda de água e a penetração de alérgenos e microrganismos. O Staphylococcus aureus é o patógeno mais comum em infecções secundárias, colonizando a pele de até 90% dos pacientes com dermatite atópica. A suspeita de infecção surge com o aparecimento de crostas melicéricas, pústulas, exsudato ou piora súbita do prurido e inflamação. O tratamento da dermatite atópica deve incluir o manejo da inflamação e da barreira cutânea, mas em caso de infecção secundária, a antibioticoterapia é fundamental. Antibióticos tópicos como a mupirocina são indicados para lesões localizadas, enquanto antibióticos sistêmicos, como cefalexina, são necessários para infecções mais extensas ou refratárias. O controle adequado da dermatite atópica é crucial para reduzir a recorrência de infecções.
Sinais incluem exsudato, crostas melicéricas, aumento da dor ou prurido, pústulas, febre e linfadenopatia regional. A piora súbita das lesões também é um indicativo.
O tratamento envolve antibióticos tópicos (ex: mupirocina) para lesões localizadas ou sistêmicos (ex: cefalexina) para lesões disseminadas ou falha do tratamento tópico, além do controle da dermatite de base.
A barreira cutânea está comprometida, há disfunção imune local e maior colonização por Staphylococcus aureus, facilitando a entrada de patógenos e o desenvolvimento de infecções secundárias.
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