FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020
Lactente de 16 dias, pesando 3320g, amamentado exclusivamente ao seio materno, é levado à Unidade Básica de Saúde com quadro de tosse, coriza, febre baixa há 36 horas e dificuldade de respirar nas últimas 12 horas. Apresenta temperatura axilar = 38ºC, FR = 62 irpm, tiragem intercostal e ausculta pulmonar com estertores subcrepitantes na base do hemitórax esquerdo. Qual é conduta mais adequada?
Lactente < 3 meses com febre e desconforto respiratório (taquipneia, tiragem) → Alto risco de sepse/pneumonia → Internação + ATB empírico urgente.
Um lactente de 16 dias com febre, taquipneia e tiragem intercostal, mesmo com ausculta pulmonar com estertores, deve ser considerado um caso de alta gravidade. A idade < 3 meses com febre e desconforto respiratório impõe a necessidade de internação hospitalar para investigação de sepse/pneumonia e início de antibioticoterapia empírica, devido ao risco de infecção bacteriana grave.
A avaliação de um lactente jovem, especialmente com menos de 3 meses de idade, que apresenta febre e desconforto respiratório, é uma situação de emergência pediátrica. Nesses pacientes, o sistema imunológico ainda é imaturo, e infecções que seriam leves em crianças mais velhas podem rapidamente progredir para quadros graves como sepse, pneumonia bacteriana ou meningite. A alta frequência respiratória (taquipneia) e a tiragem intercostal são sinais claros de esforço respiratório aumentado e hipoxemia potencial. O quadro clínico do lactente de 16 dias com febre (38ºC), taquipneia (FR 62 irpm) e tiragem intercostal, mesmo com estertores subcrepitantes que poderiam sugerir bronquiolite, deve ser abordado com extrema cautela. A idade é um fator crítico. Em lactentes < 3 meses com febre e sinais de infecção respiratória, a distinção entre infecção viral (como bronquiolite) e infecção bacteriana grave (como pneumonia bacteriana ou sepse) é difícil e não pode ser feita apenas clinicamente. A presença de febre em um neonato/lactente jovem é um sinal de alerta para sepse até prova em contrário, exigindo investigação e tratamento agressivos. A conduta mais adequada é a internação hospitalar imediata. Deve-se iniciar antibioticoterapia empírica de amplo espectro (ex: ampicilina + gentamicina ou cefotaxima) após a coleta de culturas (hemocultura, urocultura, e considerar punção lombar para líquor). O antitérmico é importante para o conforto, mas não substitui a necessidade de tratamento da causa subjacente. A vacina BCG não é uma prioridade neste momento de agudização e não deve atrasar o manejo da emergência. O objetivo é estabilizar o paciente, investigar a etiologia e tratar agressivamente qualquer infecção bacteriana grave para prevenir desfechos desfavoráveis.
Lactentes com menos de 3 meses de idade possuem um sistema imunológico imaturo e uma menor capacidade de localizar infecções, tornando-os suscetíveis a infecções bacterianas invasivas graves, como sepse e meningite, mesmo com sintomas inespecíficos. A febre é um sinal de alerta crítico.
Sinais de desconforto respiratório em lactentes incluem taquipneia (frequência respiratória elevada, geralmente > 60 irpm), tiragem intercostal, subcostal ou de fúrcula, batimento de asas nasais, gemência e cianose.
A conduta inicial é a internação hospitalar imediata, coleta de exames para investigação de sepse (hemograma, hemocultura, urocultura, e considerar punção lombar para líquor) e início de antibioticoterapia empírica de amplo espectro, cobrindo os patógenos mais comuns para a idade.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo