UFFS - Universidade Federal da Fronteira Sul (RS) — Prova 2017
Sandra, 18 meses de idade, febre de 39,2°C, tosse seca, sem sinais de doença grave. FR = 65 respirações por minuto, roncos finos em ambos os pulmões e sem sibilância. No dia anterior fora examinada com o seguinte quadro clinico: febre = 38,5°C, rinorreia, tosse, FR = 48 respirações por minuto e roncos. Segundo o Programa de Controle de Infecções Respiratórias Agudas do Ministério de Saúde do Brasil, o achado mais importante de valor prognóstico na evolução deste paciente é:
IRA pediátrica + ↑ FR = Sinal prognóstico mais importante de piora.
Em crianças com Infecção Respiratória Aguda (IRA), o aumento da frequência respiratória (taquipneia) é o sinal mais importante de valor prognóstico de piora clínica. A taquipneia reflete o esforço do organismo para compensar a hipoxemia e o aumento do trabalho respiratório, indicando gravidade.
As Infecções Respiratórias Agudas (IRAs) são uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente em países em desenvolvimento. A avaliação precoce e precisa da gravidade é fundamental para o manejo adequado e para a redução de desfechos adversos. O Programa de Controle de Infecções Respiratórias Agudas (PCIRA) do Ministério da Saúde enfatiza a importância de sinais clínicos simples, mas de alto valor prognóstico. A fisiopatologia da taquipneia em IRAs reflete o esforço compensatório do sistema respiratório para manter a oxigenação e ventilação diante de um processo inflamatório ou infeccioso nos pulmões. O aumento da frequência respiratória pode ser o primeiro e mais confiável indicador de hipoxemia ou aumento do trabalho respiratório, mesmo antes de outros sinais mais óbvios de desconforto. Para residentes, a capacidade de avaliar corretamente a frequência respiratória e interpretá-la no contexto clínico é uma habilidade essencial. A taquipneia, juntamente com outros sinais como tiragem e sibilância, guia a decisão sobre a necessidade de internação, oxigenoterapia e outras intervenções. A idade da criança é crucial para definir os pontos de corte da taquipneia, e a reavaliação contínua desses parâmetros é vital para monitorar a evolução do paciente.
A frequência respiratória é um dos parâmetros mais sensíveis e específicos para identificar gravidade em crianças com IRA, indicando aumento do trabalho respiratório e possível hipoxemia.
Para crianças < 2 meses: FR ≥ 60 irpm; 2 meses a < 1 ano: FR ≥ 50 irpm; 1 ano a < 5 anos: FR ≥ 40 irpm.
Outros sinais incluem tiragem subcostal, batimento de asas de nariz, gemência, cianose, sibilância, saturação de oxigênio baixa e alteração do nível de consciência.
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