Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
Um homem com 38 anos de idade fora internado, havia 15 dias, com 76% de superfície de área queimada, tendo sido instalado acesso venoso central em veia jugular a direita. Ele estava recebendo nutrição parenteral. Há 2 dias, ele começou a apresentar picos febris. O sítio da punção venosa central encontra-se com hiperemia, calor e pequena quantidade de secreção.Nesse caso clínico, entre as opções a seguir, a melhor conduta é
Suspeita de infecção de cateter central com sinais locais → retirar cateter, cultura da ponta e novo acesso em outro local.
Em pacientes com cateter venoso central e sinais claros de infecção local (hiperemia, calor, secreção) associados a febre, a conduta mais segura é a remoção imediata do cateter. A ponta do cateter deve ser enviada para cultura para identificar o agente etiológico, e um novo acesso deve ser estabelecido em um sítio diferente para evitar a disseminação da infecção.
Pacientes com queimaduras extensas são imunocomprometidos e frequentemente necessitam de acessos venosos centrais prolongados e nutrição parenteral, o que os torna altamente suscetíveis a infecções relacionadas a cateter venoso central (IRCVC). A IRCVC é uma complicação grave que pode levar à sepse, aumentando significativamente a morbidade e mortalidade. A suspeita deve ser alta em qualquer paciente com cateter central que desenvolva febre, especialmente se houver sinais inflamatórios no sítio de inserção. No caso clínico apresentado, a presença de picos febris associados a hiperemia, calor e secreção no sítio da punção do cateter central é altamente sugestiva de IRCVC. A conduta mais adequada e segura é a remoção imediata do cateter. A ponta do cateter deve ser enviada para cultura microbiológica para identificar o agente etiológico e guiar a antibioticoterapia. É imperativo que um novo acesso venoso central seja estabelecido em um sítio anatômico diferente para evitar a reintrodução da infecção. Tentar manter o cateter ou trocá-lo por fio guia no mesmo sítio é contraindicado na presença de sinais locais de infecção, pois aumenta o risco de persistência e disseminação da infecção. O início de antibióticos empíricos de amplo espectro deve ser considerado após a coleta de culturas, enquanto se aguardam os resultados.
Os sinais incluem febre, calafrios, hipotensão, taquicardia, e sinais locais no sítio de inserção como hiperemia, calor, dor, edema e secreção purulenta.
A remoção é crucial porque o cateter colonizado serve como um foco persistente de infecção, que pode levar à sepse e bacteremia contínua, mesmo com antibioticoterapia sistêmica.
A presença de sinais inflamatórios no sítio de inserção do cateter, associada à febre, aumenta a suspeita. Hemoculturas pareadas (pelo cateter e por veia periférica) e cultura da ponta do cateter são essenciais para o diagnóstico diferencial.
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