Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2022
Um paciente de trinta anos de idade deu entrada no pronto-socorro, após ter sido vítima de queimadura causada por chama direta de explosão de recipiente de álcool de 1 L, ao acender fogo em churrasqueira portátil que havia sido usada na noite anterior (não havia percebido que tinha brasas de carvão ativas). Estava sem camiseta e de bermuda. Na explosão, o conteúdo líquido do álcool caiu em seu corpo, entrando em combustão. Ao exame físico, apresentava-se consciente, agitado, com FC de 110 bpm e com PA de 120 x 70 mmHg. O diagrama das áreas queimadas é mostrado na figura abaixo. Obs.: 50% das queimaduras de 2º grau são profundas. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta.
Grande queimado: infecção é principal causa de morte; terapia tópica antimicrobiana é crucial para prevenir disseminação.
Em pacientes com grandes queimaduras, a infecção é a complicação mais temida e a principal causa de óbito. A aplicação de agentes antimicrobianos tópicos, como a sulfadiazina de prata, é fundamental para controlar a carga bacteriana na ferida e prevenir a sepse.
Queimaduras são lesões complexas que demandam manejo multidisciplinar e rápido. A avaliação inicial segue o protocolo do ATLS, priorizando vias aéreas, respiração, circulação e avaliação neurológica. A estimativa da superfície corporal queimada (SCQ) e a profundidade da lesão são cruciais para o planejamento terapêutico e prognóstico. Pacientes com grandes queimaduras (SCQ > 20% em adultos) necessitam de ressuscitação volêmica agressiva, geralmente com a fórmula de Parkland. A fisiopatologia das queimaduras envolve uma resposta inflamatória sistêmica intensa, perda da barreira cutânea e imunossupressão, tornando o paciente altamente suscetível a infecções. A infecção é, de fato, a principal causa de morbimortalidade em grandes queimados. O diagnóstico precoce e o tratamento agressivo das infecções são fundamentais para melhorar os desfechos. O tratamento das queimaduras envolve hidratação, analgesia, suporte nutricional e, criticamente, o cuidado com a ferida. A terapia tópica antimicrobiana, com agentes como a sulfadiazina de prata, é a pedra angular na prevenção de infecções locais e na disseminação sistêmica, sendo o elemento isolado mais importante no tratamento das lesões em pacientes hospitalizados. A escarotomia é um procedimento vital em casos de queimaduras circulares profundas que causam compressão vascular ou respiratória.
A infecção é a principal causa de morte em pacientes com grandes queimaduras, devido à perda da barreira cutânea e à imunossupressão, que facilitam a invasão bacteriana e a sepse.
A terapia tópica antimicrobiana é crucial para reduzir a carga bacteriana na ferida, prevenir infecções locais e sistêmicas, e promover a cicatrização, sendo um pilar fundamental no manejo do grande queimado.
A escarotomia é indicada em queimaduras de espessura total circulares que comprometem a circulação distal (síndrome compartimental) ou a expansão torácica (insuficiência respiratória), prevenindo danos isquêmicos e hipóxia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo