Dengue: Sintomas, Sinais de Alarme e Notificação

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019

Enunciado

Infecção que pode ser assintomática, mas que a primeira manifestação é febre alta (39° a 40 °C), de início abrupto, com duração de 2 a 7 dias, acompanhada de cefaleia, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e prurido na pele. Perda de massa corporal, náuseas e vômitos são comuns. Na fase febril inicial da doença, pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. Sem tratamento específico. São aspectos que se referem à arbovirose

Alternativas

  1. A) malária, doença de notificação compulsória imediata, apenas, na região extra Amazônica.
  2. B) leptospirose, doença de notificação compulsória semanal.
  3. C) dengue, doença de notificação compulsória semanal.
  4. D) Chikungunya, doença de notificação compulsória imediata.
  5. E) febre amarela, doença de notificação compulsória, apenas, em caso de sinal de Faget positivo.

Pérola Clínica

Dengue: febre alta + mialgia/artralgia + dor retro-orbital + sinais de alarme (dor abdominal, sangramento) → notificação semanal.

Resumo-Chave

A dengue é uma arbovirose com espectro clínico variado, desde formas assintomáticas a graves. A fase febril inicial é inespecífica, mas a presença de dor retro-orbital, mialgia e artralgia é característica. Sinais de alarme indicam progressão para a forma grave, exigindo monitoramento e manejo intensivo.

Contexto Educacional

A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Apresenta um espectro clínico variado, desde infecções assintomáticas até formas graves com risco de morte. A compreensão de suas fases e sinais de alerta é fundamental para o manejo. A doença evolui em três fases: febril, crítica e de recuperação. A fase febril (2-7 dias) é caracterizada por febre alta e sintomas inespecíficos. A fase crítica, que ocorre na defervescência, é o período de maior risco para o desenvolvimento de formas graves, com extravasamento plasmático, choque e sangramentos. Sinais de alarme como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramento de mucosas indicam a necessidade de internação e monitoramento rigoroso. Não há tratamento antiviral específico para a dengue, sendo o manejo focado em suporte, hidratação e controle dos sintomas. A notificação compulsória semanal é essencial para o monitoramento epidemiológico e ações de controle. Residentes devem estar aptos a identificar os sinais de alarme, diferenciar a dengue de outras arboviroses e iniciar o manejo adequado para prevenir a progressão para as formas graves da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da dengue clássica?

A dengue clássica se manifesta com febre alta de início abrupto, cefaleia, dor retro-orbital, mialgia, artralgia, prostração, fraqueza, náuseas, vômitos e, por vezes, erupção cutânea e prurido.

Quais são os sinais de alarme da dengue e por que são importantes?

Sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão postural, sangramentos de mucosas, hepatomegalia, letargia/irritabilidade. Eles indicam extravasamento plasmático e risco de choque, exigindo internação e monitoramento.

Como a dengue se diferencia de outras arboviroses como Chikungunya e Zika?

Embora compartilhem sintomas iniciais, a Chikungunya se destaca por artralgia mais intensa e prolongada, e a Zika por exantema pruriginoso e conjuntivite. A dengue é mais associada a sangramentos e choque.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo