SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
O fator de risco isolado mais significativo para o desenvolvimento de infecção puerperal é:
Via de parto cesariana é o fator de risco isolado mais significativo para infecção puerperal.
A via de parto, especificamente a cesariana, é reconhecida como o fator de risco isolado mais significativo para o desenvolvimento de infecção puerperal. Isso se deve ao caráter invasivo do procedimento cirúrgico, que aumenta a exposição a patógenos e o risco de infecção de ferida operatória e endometrite.
A infecção puerperal é uma complicação séria do pós-parto, definida como qualquer infecção bacteriana do trato genital que ocorre entre a ruptura das membranas ou o trabalho de parto e os 42 dias pós-parto. É uma das principais causas de morbimortalidade materna em todo o mundo. Compreender seus fatores de risco é fundamental para a prevenção e manejo adequado. Entre os diversos fatores de risco, a via de parto, e mais especificamente a cesariana, é reconhecida como o fator isolado mais significativo. Isso se deve à natureza invasiva do procedimento cirúrgico, que expõe o útero e os tecidos adjacentes a bactérias, além de criar um ambiente propício para infecção (hematomas, seromas, trauma tecidual). O risco de endometrite puerperal, por exemplo, é significativamente maior após cesariana do que após parto vaginal. Outros fatores como prematuridade, trabalho de parto prolongado, ruptura prolongada de membranas, múltiplas avaliações vaginais, obesidade, diabetes e baixo nível socioeconômico também contribuem para o risco, mas a cesariana se destaca como o principal determinante. A profilaxia antibiótica pré-operatória em cesarianas é uma medida comprovadamente eficaz para reduzir a incidência de infecções puerperais, ressaltando a importância da via de parto como fator de risco modificável.
Os tipos mais comuns incluem endometrite puerperal (infecção do endométrio), infecção da ferida operatória (em cesarianas), infecção do trato urinário e mastite.
A cesariana é um procedimento cirúrgico que envolve incisão na parede abdominal e no útero, aumentando a exposição a bactérias, o risco de formação de hematomas e seromas, e a manipulação dos tecidos, fatores que favorecem o desenvolvimento de infecções.
Medidas incluem profilaxia antibiótica pré-operatória (dose única de cefalosporina de primeira geração), técnica cirúrgica asséptica rigorosa, controle glicêmico em diabéticas e manejo adequado da ferida operatória.
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