UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2022
Uma puérpera, no 8º dia pós-cesárea, apresenta temperatura de 39ºC, mialgia, astenia, aumento da loquiação e dor à mobilização do útero. Está em aleitamento exclusivo. O provável diagnóstico e a conduta correta para esse caso são, respectivamente:
Febre + dor uterina + loquiação alterada no puerpério → Infecção puerperal; iniciar ATB e manter aleitamento.
A infecção puerperal, frequentemente endometrite, é uma complicação comum após o parto, especialmente cesárea. Caracteriza-se por febre, dor abdominal/uterina e loquiação alterada. O tratamento é com antibioticoterapia, e o aleitamento materno deve ser mantido, pois os benefícios superam os riscos na maioria dos casos.
A infecção puerperal é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, sendo uma complicação séria do período pós-parto. Ela é definida como qualquer infecção bacteriana do trato genital que ocorre entre o rompimento das membranas ou o trabalho de parto e os 42 dias pós-parto, manifestando-se geralmente com febre. A endometrite puerperal é a forma mais comum, especialmente após cesariana. A fisiopatologia envolve a ascensão de bactérias da flora vaginal para o útero, favorecida por fatores como trauma durante o parto, retenção de restos placentários, múltiplos toques vaginais e cesariana. Os sintomas clássicos incluem febre (>38°C por pelo menos 2 dias nas primeiras 10 dias pós-parto, excluindo as primeiras 24h), dor abdominal ou uterina, aumento da loquiação e/ou loquiação fétida, astenia e mialgia. O diagnóstico é clínico, complementado por exames laboratoriais e culturas. O tratamento é baseado em antibioticoterapia empírica de amplo espectro, que deve ser iniciada prontamente para cobrir os principais patógenos (anaeróbios, gram-negativos e gram-positivos). A manutenção do aleitamento materno é crucial, pois os benefícios do leite materno para o recém-nascido são imensos e, na maioria dos casos, a infecção materna não contraindica a amamentação, especialmente com a escolha adequada de antibióticos.
Os sinais incluem febre persistente (>38°C), dor abdominal ou uterina, taquicardia, mal-estar geral, e loquiação fétida ou purulenta, geralmente após 24 horas do parto.
A conduta inicial é a internação, coleta de exames laboratoriais e culturas, e início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro, cobrindo germes gram-positivos, gram-negativos e anaeróbios.
Na maioria dos casos de infecção puerperal, o aleitamento materno deve ser mantido, pois os benefícios do leite materno superam os riscos. A suspensão só é indicada em situações específicas, como uso de certos antibióticos incompatíveis.
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