HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
Uma puérpera no quinto dia pós-operatório de parto cesárea por rotura prematura das membranas ovulares e apresentação cefálica defletida de segundo grau, apresenta temperatura de 39ºC (oral), mialgia, astenia, aumento da sensibilidade abdominal com dor a mobilização do útero ao toque e aumento da quantidade de loquiação com odor muito forte. Está em aleitamento materno exclusivo. O provável diagnóstico e a conduta para esse caso, são respectivamente:
Febre + dor abdominal + loquiação fétida pós-cesárea → Infecção puerperal. Manter aleitamento com ATB seguro.
A infecção puerperal, frequentemente endometrite, é comum após cesárea, especialmente com fatores de risco como RPMO. A febre, dor abdominal e loquiação fétida são sinais clássicos. O tratamento é com antibioticoterapia, e o aleitamento materno deve ser mantido, escolhendo antibióticos compatíveis.
A infecção puerperal, comumente manifestada como endometrite, é uma complicação séria que afeta cerca de 1-3% das puérperas após parto vaginal e até 5-10% após cesárea, especialmente em casos de rotura prematura das membranas. É crucial para residentes reconhecerem os sinais precoces para evitar complicações graves como sepse. A fisiopatologia envolve a ascensão de bactérias da flora vaginal para o útero. O diagnóstico é clínico, baseado em febre, dor abdominal, útero amolecido e doloroso, e loquiação alterada. Fatores de risco incluem cesárea, RPMO prolongada, múltiplos toques vaginais, anemia e corioamnionite prévia. O tratamento consiste em antibioticoterapia de amplo espectro, geralmente com clindamicina e gentamicina, cobrindo anaeróbios e gram-negativos. A manutenção do aleitamento materno é fundamental, escolhendo antibióticos compatíveis. A resposta ao tratamento é geralmente rápida, com melhora em 48-72 horas.
Os principais sinais incluem febre (>38°C), dor abdominal, útero sensível à palpação, loquiação fétida ou purulenta, e mal-estar geral.
A conduta inicial é iniciar antibioticoterapia de amplo espectro, geralmente intravenosa, e manter o aleitamento materno com antibióticos compatíveis.
Não, na maioria dos casos, o aleitamento materno deve ser mantido. Deve-se escolher antibióticos que sejam seguros para o lactente e monitorar o bebê.
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