UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2015
São fatores predisponentes de infecção puerperal, exceto:
Polidrâmnio NÃO é fator predisponente direto para infecção puerperal. Cesariana, anemia, RPM e lacerações SÃO.
A infecção puerperal é uma complicação séria do pós-parto, e diversos fatores podem aumentar seu risco. Operação cesariana, anemia materna, rotura prematura das membranas (RPM) e lacerações do canal de parto são reconhecidos fatores predisponentes. O polidrâmnio, por outro lado, embora possa estar associado a outras complicações gestacionais, não é considerado um fator de risco direto para infecção puerperal.
A infecção puerperal é definida como qualquer infecção bacteriana do trato genital que ocorre entre a rotura das membranas ou o parto e os 42 dias pós-parto, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna. O reconhecimento dos fatores predisponentes é crucial para a prevenção e o manejo adequado, especialmente para residentes que atuam em obstetrícia e ginecologia. Entre os fatores de risco mais significativos estão a operação cesariana, devido à natureza invasiva do procedimento; a rotura prematura e prolongada das membranas, que remove a barreira protetora contra microrganismos; o trabalho de parto prolongado e os múltiplos toques vaginais, que aumentam a exposição a bactérias. Lacerações do canal de parto e a presença de anemia materna também comprometem a integridade tecidual e a resposta imune, respectivamente, elevando o risco. O polidrâmnio, embora uma condição gestacional importante, não é um fator predisponente direto para infecção puerperal. A prevenção da infecção puerperal envolve boas práticas de higiene, técnica asséptica durante o parto e procedimentos, profilaxia antibiótica em casos selecionados (como cesariana) e correção de condições maternas como a anemia. O diagnóstico precoce e o tratamento com antibióticos apropriados são essenciais para evitar a progressão para sepse e outras complicações graves, sendo um ponto de atenção constante na prática clínica.
Os principais fatores de risco incluem operação cesariana, rotura prematura e prolongada das membranas, trabalho de parto prolongado, múltiplos exames vaginais, lacerações do canal de parto, retenção de restos placentários, anemia materna e hemorragia pós-parto.
A operação cesariana é um procedimento cirúrgico que envolve incisão uterina, aumentando o risco de contaminação bacteriana e formação de hematomas, que servem como meio de cultura para microrganismos, elevando a chance de infecção em comparação com o parto vaginal.
Polidrâmnio é o excesso de líquido amniótico. Embora possa estar associado a outras complicações como malformações fetais ou diabetes gestacional, ele não aumenta diretamente o risco de infecção do trato genital pós-parto, ao contrário de condições que comprometem a integridade das barreiras protetoras ou a imunidade materna.
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