Infecção Puerperal Pós-Cesariana: Fatores de Risco Chave

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2017

Enunciado

Primigesta, 39 anos de idades, com gestação de 39 semanas e 3 dias, refere perda de liquido transvaginal há 1 hora. Foi prontamente internada. Ao exame obstétrico da admissão: dinâmica uterina esparsa, tônus uterino normal, BCF 138pm ritmado, colo uterino pérvio 3cm, apagado 70%, apresentação cefálica, bolsa rota com líquido claro e com grumos. Pré-natal sem intercorrências. Carteira de pré-natal continha 7 consultas e o IMC da última avaliação era 35Kg/m². Foi examinada a cada 1 hora com ausculta fetal, avaliação da dinâmica uterina e toque vaginal. Após cerca de 9 horas de internação, foi encaminhada à cesariana por desproporção céfalo-pélvica. Cirurgia sem intercorrências, o feto nasceu bem e chorando. No 2º dia pós-cesariana, a paciente evoluiu com febre de 38,9 °C, calafrios, dor e desconforto abdominal. Ao exame físico: abdome doloroso, difusamente, sem sinais de peritonite, frequência cardíaca de 110ppm, frequência respiratória de 20irpm. Hemograma mostrava leucócitos de 18.000cels/mm³, desvio leve à esquerda, hemoglobina de 9,2g/dl. Qual o PRINCIPAL FATOR DE RISCO, no caso clínico descrito, para a patologia acima?

Alternativas

  1. A) Ruptura prematura das membranas ovulares.
  2. B) Anemia
  3. C) Cesariana.
  4. D) Obesidade. 
  5. E) Trabalho de parto prolongado.

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