Infecção Puerperal: Definição, Critérios e Etiologia

HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2021

Enunciado

Sobre a Infecção Puerperal, analise os itens, a seguir: 1 - É aquela que se origina do aparelho genital, após parto recente. Há necessidade de complementar o conceito de infecção puerperal com o de morbidade febril puerperal, pela eventual dificuldade de caracterizar a infecção que ocorre, após o parto. li - Morbidade febril puerperal é a temperatura de, no mínimo, 39º C durante três dias quaisquer, dos primeiros 7 dias pósparto, incluindo as 24 horas iniciais. Ili - A infecção puerperal é polimicrobiana e os agentes etiopatogênicos são germes aeróbios e anaeróbicos da flora do trato geniturinário e intestinal. Está correto o que se afirma em:

Alternativas

  1. A) I e II, apenas.
  2. B) I e III, apenas.
  3. C) li e Ili, apenas.
  4. D) Nenhum dos itens.

Pérola Clínica

Infecção puerperal = origem genital pós-parto. Morbidade febril puerperal = ≥38°C em 2 de 10 dias pós-parto (exclui 24h iniciais). Etiologia polimicrobiana.

Resumo-Chave

A infecção puerperal é de origem genital após o parto e é frequentemente polimicrobiana, envolvendo germes da flora geniturinária e intestinal. A morbidade febril puerperal é definida como temperatura de 38°C ou mais em quaisquer dois dos primeiros 10 dias pós-parto, excluindo as primeiras 24 horas.

Contexto Educacional

A infecção puerperal é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, apesar dos avanços na medicina. É definida como qualquer infecção do trato genital que ocorre após o parto, geralmente manifestando-se com febre. A compreensão de sua definição, critérios diagnósticos e etiologia é fundamental para a prática clínica e para a prevenção de complicações graves como a sepse puerperal. Para padronizar o diagnóstico, utiliza-se o conceito de morbidade febril puerperal, que é mais específico. A definição clássica, amplamente aceita, estabelece morbidade febril puerperal como a presença de temperatura oral de 38°C (100.4°F) ou mais, em quaisquer dois dos primeiros 10 dias pós-parto, excluindo as primeiras 24 horas. É crucial notar que febre nas primeiras 24 horas pode ser fisiológica ou relacionada a outros fatores não infecciosos, como desidratação ou reabsorção de hematomas. A infecção puerperal é caracteristicamente polimicrobiana. Os agentes etiopatogênicos são predominantemente bactérias da flora endógena do trato geniturinário e intestinal da mulher, incluindo aeróbios como estreptococos do grupo B, Escherichia coli, Klebsiella, Proteus, e Staphylococcus aureus, bem como anaeróbios como Bacteroides spp. e Peptostreptococcus. O tratamento envolve antibioticoterapia de amplo espectro, muitas vezes combinada, e, em alguns casos, drenagem de coleções ou remoção de tecidos infectados. A prevenção, através de técnicas assépticas no parto e profilaxia antibiótica em casos selecionados, é a melhor estratégia.

Perguntas Frequentes

Qual a definição de infecção puerperal?

A infecção puerperal é aquela que se origina do aparelho genital após um parto recente. O conceito é complementado pela morbidade febril puerperal para padronizar o diagnóstico de febre pós-parto de origem infecciosa.

Quais são os critérios para morbidade febril puerperal?

Morbidade febril puerperal é definida como uma temperatura de, no mínimo, 38°C (100.4°F) em quaisquer dois dos primeiros 10 dias pós-parto, excluindo as primeiras 24 horas após o parto. É importante não confundir com febre transitória nas primeiras 24h.

Quais são os principais agentes etiopatogênicos da infecção puerperal?

A infecção puerperal é tipicamente polimicrobiana, envolvendo uma combinação de germes aeróbios e anaeróbicos. Os agentes mais comuns são da flora endógena do trato geniturinário e intestinal, como estreptococos do grupo B, Escherichia coli, Staphylococcus aureus e anaeróbios como Bacteroides.

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