Infecção Puerperal: Fatores de Risco e Prevenção

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024

Enunciado

Com relação à infecção puerperal é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) O diagnóstico diferencial se faz com pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e distopia placentária;
  2. B) São fatores de risco para a infecção puerperal o parto vaginal operatório, o parto cesárea e a placentação baixa;
  3. C) É infecção tipicamente monobacteriana, associada a patógenos anaeróbios, como o Streptococcus do grupo B;
  4. D) Do ponto de vista propedêutico ocorrerá uma hiperinvolução uterina, com o volume de útero inferior ao esperado para o puerpério.

Pérola Clínica

Parto cesárea e vaginal operatório, além de placentação baixa, são fatores de risco para infecção puerperal.

Resumo-Chave

A infecção puerperal, como a endometrite, é uma complicação comum do puerpério. Fatores que aumentam o risco incluem procedimentos invasivos (parto cesárea, parto vaginal operatório), condições que favorecem a colonização bacteriana (placentação baixa) e outros como ruptura prolongada de membranas.

Contexto Educacional

A infecção puerperal é uma complicação séria que pode ocorrer no período pós-parto, geralmente definida como febre (temperatura oral ≥ 38°C) em duas ou mais ocasiões nas primeiras 24 horas após o parto, excluindo as primeiras 24 horas. A endometrite puerperal é a forma mais comum, mas outras infecções como infecção de ferida operatória, infecção urinária e mastite também podem ocorrer. A compreensão dos fatores de risco é crucial para a prevenção e o manejo adequado. Diversos fatores aumentam o risco de infecção puerperal. O parto cesárea é um dos mais significativos, devido à natureza invasiva do procedimento. O parto vaginal operatório (uso de fórceps ou vácuo-extrator) também eleva o risco. Condições como ruptura prolongada de membranas, trabalho de parto prolongado, múltiplos exames vaginais, corioamnionite e hemorragia pós-parto são igualmente importantes. A placentação baixa, que pode levar a manipulações adicionais ou sangramento, também é um fator de risco. A infecção puerperal é tipicamente polimicrobiana, envolvendo bactérias da flora vaginal e intestinal. O diagnóstico diferencial deve considerar outras causas de febre no puerpério, como mastite ou infecção urinária. O tratamento envolve antibioticoterapia de amplo espectro, muitas vezes com cobertura para anaeróbios. Residentes devem estar aptos a identificar precocemente os sinais e sintomas, bem como os fatores de risco, para instituir o tratamento adequado e prevenir complicações graves.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para infecção puerperal?

Os principais fatores de risco incluem parto cesárea, parto vaginal operatório (fórceps, vácuo-extrator), ruptura prolongada de membranas, corioamnionite, trabalho de parto prolongado, múltiplos exames vaginais, hemorragia pós-parto e placentação baixa.

Qual o patógeno mais comum na infecção puerperal?

A infecção puerperal é tipicamente polimicrobiana, envolvendo bactérias da flora vaginal e intestinal, como estreptococos do grupo B, Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Bacteroides fragilis e Peptostreptococcus.

Como é feito o diagnóstico de infecção puerperal?

O diagnóstico é clínico, baseado na presença de febre (temperatura oral ≥ 38°C em duas ocasiões separadas por 6 horas, excluindo as primeiras 24h pós-parto), associada a outros sinais como dor abdominal, secreção vaginal purulenta, útero subinvoluído e doloroso.

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