Infecção Pós-Operatória Pélvica: Fatores de Risco e Manejo

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024

Enunciado

Sobre a infecção pós-operatória em cirurgia pélvica, analise as proposições abaixo e assinale (V) para Verdadeiro ou (F) para Falso.( ) Tabagismo, obesidade, anemia pré-operatória são fatores de risco para infecção.( ) Celulite de cúpula vaginal, celulite pélvica parametrial e abscesso intra ou extra-peritoneal são exemplos de infecções.( ) Infecções pélvicas e/ou abscesso pélvico pós histerectomia geralmente são monomicrobianas e pode-se esperar a cultura pra iniciar o tratamento.( ) A infecção do ducto da glândula de Bartholin é tratada primariamente por drenagem. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

Alternativas

  1. A) F / V / F / V
  2. B) V / F / V / F
  3. C) V / V / F / F
  4. D) V / V / F / V
  5. E) V / V / V / V

Pérola Clínica

Infecção pós-op pélvica: Tabagismo/obesidade/anemia são FR. Celulite/abscesso são exemplos. Infecções pélvicas pós-histerectomia são polimicrobianas. Infecção Bartholin → drenagem.

Resumo-Chave

A infecção pós-operatória em cirurgia pélvica é um desafio, com fatores de risco bem estabelecidos e apresentações clínicas variadas. É crucial reconhecer que infecções pélvicas profundas, como as pós-histerectomia, são frequentemente polimicrobianas e exigem tratamento empírico precoce, não se devendo aguardar cultura.

Contexto Educacional

As infecções pós-operatórias em cirurgia pélvica representam uma complicação significativa, aumentando a morbidade e os custos de saúde. A identificação e manejo precoce são cruciais. Fatores de risco como tabagismo, obesidade e anemia pré-operatória comprometem a cicatrização e a resposta imune, predispondo à infecção. A profilaxia antibiótica adequada e a técnica cirúrgica asséptica são pilares na prevenção. As manifestações clínicas variam desde celulite de cúpula vaginal até abscessos intra ou extra-peritoneais. É fundamental diferenciar entre infecções superficiais e profundas. Infecções pélvicas profundas, como as que ocorrem após histerectomia, são tipicamente polimicrobianas, envolvendo uma flora mista de bactérias aeróbias e anaeróbias. A espera por resultados de cultura pode atrasar o tratamento e piorar o prognóstico. O tratamento de infecções pélvicas pós-operatórias geralmente envolve antibioticoterapia empírica de amplo espectro, cobrindo os patógenos mais prováveis, e, em muitos casos, drenagem de coleções purulentas. A infecção do ducto da glândula de Bartholin, por exemplo, tem a drenagem como tratamento primário. A escolha do antibiótico deve considerar o perfil de resistência local e a gravidade do quadro clínico.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para infecção pós-operatória em cirurgia pélvica?

Fatores de risco incluem tabagismo, obesidade, anemia pré-operatória, diabetes mellitus, desnutrição, tempo cirúrgico prolongado, técnica cirúrgica inadequada e imunossupressão.

Por que as infecções pélvicas pós-histerectomia são consideradas polimicrobianas?

As infecções pélvicas pós-histerectomia são polimicrobianas devido à proximidade com o trato gastrointestinal e geniturinário, envolvendo uma mistura de bactérias aeróbias e anaeróbias da flora local, exigindo cobertura de amplo espectro.

Qual a conduta inicial para infecção do ducto da glândula de Bartholin?

A infecção do ducto da glândula de Bartholin é tratada primariamente por drenagem, que pode ser realizada através de incisão e drenagem ou marsupialização, para aliviar a dor e resolver o abscesso.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo