UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021
Com relação às infecções pós-esplenectomia (IPE), está correto afirmar que:
Risco de IPE ↑ em esplenectomizados por doenças hematológicas vs. trauma.
Pacientes esplenectomizados por condições hematológicas (ex: PTI, esferocitose) geralmente possuem um sistema imunológico já comprometido pela doença de base, o que os torna mais suscetíveis a infecções graves pós-esplenectomia do que aqueles submetidos ao procedimento por trauma.
A esplenectomia, seja por trauma ou por condições médicas como doenças hematológicas, predispõe o paciente a infecções graves, conhecidas como Infecções Pós-Esplenectomia (IPE) ou Síndrome de Sepse Fulminante Pós-Esplenectomia (OSSI). O baço desempenha um papel crucial na imunidade, especialmente na depuração de bactérias encapsuladas e na produção de anticorpos. A ausência do baço compromete essa defesa, levando a um risco aumentado de sepse. É fundamental compreender que o risco de IPE não é homogêneo. Pacientes submetidos à esplenectomia por condições hematológicas (ex: púrpura trombocitopênica idiopática, esferocitose hereditária, linfomas) apresentam um risco maior de infecções graves em comparação com aqueles esplenectomizados por trauma. Isso se deve, em parte, à imunossupressão ou disfunção imunológica associada à doença de base. O risco é maior nos primeiros anos após a cirurgia, mas persiste por toda a vida. A profilaxia é essencial e inclui vacinação contra pneumococos, meningococos e Haemophilus influenzae tipo b, além de antibioticoprofilaxia em situações específicas e educação do paciente sobre os sinais de alerta. Residentes devem estar cientes dessas diretrizes para garantir o manejo adequado e a segurança dos pacientes asplênicos.
Os principais patógenos são bactérias encapsuladas, como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo b e Neisseria meningitidis, devido à função do baço na remoção desses microrganismos.
Idealmente, a vacinação deve ser feita 2 semanas antes de uma esplenectomia eletiva. Em casos de urgência, pode ser administrada 2 semanas após a cirurgia, com reforços conforme as diretrizes.
Pacientes esplenectomizados por doenças hematológicas ou oncológicas têm um risco significativamente maior de IPE, pois a doença de base pode já comprometer a imunidade, além da asplenia.
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