Infecções Pós-Esplenectomia: Fatores de Risco e Prevenção

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021

Enunciado

Com relação às infecções pós-esplenectomia (IPE), está correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) o risco de IPE é maior entre pacientes esplenectomizados para tratar condições hematológicas, quando comparados àqueles submetidos ao mesmo procedimento por trauma.
  2. B) com a vacinação pneumocócica polivalente aplicada duas semanas antes (em casos de cirurgia eletiv, ou até duas semanas após a cirurgia de urgência, o desenvolvimento de um nível protetor do anticorpo contra pneumococos gira em torno de noventa e cinco por cento.
  3. C) o risco de IPE é maior nos primeiros seis meses após a cirurgia, período após o qual o risco de infecção por germes encapsulados se iguala ao da população em geral.
  4. D) Recentemente, estudos demonstraram que existe um risco aumentado bem definido de infecção viral, em especial, por Cocksackie B nas primeiras semanas, e isso tem sido atribuído a alterações linfocitárias que ocorrem após o procedimento operatório.
  5. E) o maior risco de sepse tem sido observado em pacientes entre trinta e cinquenta anos.

Pérola Clínica

Risco de IPE ↑ em esplenectomizados por doenças hematológicas vs. trauma.

Resumo-Chave

Pacientes esplenectomizados por condições hematológicas (ex: PTI, esferocitose) geralmente possuem um sistema imunológico já comprometido pela doença de base, o que os torna mais suscetíveis a infecções graves pós-esplenectomia do que aqueles submetidos ao procedimento por trauma.

Contexto Educacional

A esplenectomia, seja por trauma ou por condições médicas como doenças hematológicas, predispõe o paciente a infecções graves, conhecidas como Infecções Pós-Esplenectomia (IPE) ou Síndrome de Sepse Fulminante Pós-Esplenectomia (OSSI). O baço desempenha um papel crucial na imunidade, especialmente na depuração de bactérias encapsuladas e na produção de anticorpos. A ausência do baço compromete essa defesa, levando a um risco aumentado de sepse. É fundamental compreender que o risco de IPE não é homogêneo. Pacientes submetidos à esplenectomia por condições hematológicas (ex: púrpura trombocitopênica idiopática, esferocitose hereditária, linfomas) apresentam um risco maior de infecções graves em comparação com aqueles esplenectomizados por trauma. Isso se deve, em parte, à imunossupressão ou disfunção imunológica associada à doença de base. O risco é maior nos primeiros anos após a cirurgia, mas persiste por toda a vida. A profilaxia é essencial e inclui vacinação contra pneumococos, meningococos e Haemophilus influenzae tipo b, além de antibioticoprofilaxia em situações específicas e educação do paciente sobre os sinais de alerta. Residentes devem estar cientes dessas diretrizes para garantir o manejo adequado e a segurança dos pacientes asplênicos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais patógenos associados à IPE?

Os principais patógenos são bactérias encapsuladas, como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo b e Neisseria meningitidis, devido à função do baço na remoção desses microrganismos.

Quando deve ser realizada a vacinação pneumocócica em pacientes esplenectomizados?

Idealmente, a vacinação deve ser feita 2 semanas antes de uma esplenectomia eletiva. Em casos de urgência, pode ser administrada 2 semanas após a cirurgia, com reforços conforme as diretrizes.

Qual a diferença de risco de IPE entre esplenectomia por trauma e por doença hematológica?

Pacientes esplenectomizados por doenças hematológicas ou oncológicas têm um risco significativamente maior de IPE, pois a doença de base pode já comprometer a imunidade, além da asplenia.

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