SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2021
Paciente 26 anos, masculino apresenta quadro clínico radiológico de pneumonia. Refere esplenectomia há 10 anos devido acidente automobilístico. Não refere ingesta de álcool e de tabaco. Dentre os agentes etiológicos citados abaixo assinale o agente mais provável para a pneumonia desse paciente.
Paciente esplenectomizado com pneumonia → alta suspeita de infecção por bactérias encapsuladas, principalmente Streptococcus pneumoniae.
O baço desempenha um papel crucial na defesa contra bactérias encapsuladas. Pacientes esplenectomizados têm risco aumentado de infecções graves por esses patógenos, sendo o Streptococcus pneumoniae o mais comum e letal, mesmo anos após a cirurgia. A vacinação é fundamental, mas não elimina totalmente o risco.
A esplenectomia, seja por trauma, doença hematológica ou outras condições, confere ao paciente um risco vitalício aumentado de infecções graves, especialmente por bactérias encapsuladas. Essa condição é conhecida como Síndrome de Sepse Pós-Esplenectomia (OPSI), que pode ser fulminante e fatal. O baço desempenha um papel fundamental na imunidade, filtrando o sangue e produzindo anticorpos contra antígenos bacterianos, especialmente os polissacarídeos capsulares. Sem o baço, a capacidade do organismo de opsonizar e eliminar bactérias encapsuladas, como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo b e Neisseria meningitidis, fica comprometida. O Streptococcus pneumoniae é o agente etiológico mais comum e letal em infecções pós-esplenectomia, incluindo pneumonia. É imperativo que pacientes esplenectomizados recebam vacinação adequada contra esses patógenos e sejam orientados sobre os sinais de alerta de infecção. Em caso de febre ou sinais de infecção, a antibioticoterapia empírica precoce, cobrindo S. pneumoniae, é essencial. A conscientização sobre esse risco é vital para a prática clínica e a segurança do paciente.
O baço é essencial para a opsonização e remoção de bactérias encapsuladas do sangue. Sem ele, a capacidade de combater esses patógenos é severamente comprometida, levando a um risco aumentado de infecções graves.
As três principais são Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo b e Neisseria meningitidis. O S. pneumoniae é o mais comum e responsável pela maioria dos casos de sepse fulminante.
A vacinação contra S. pneumoniae, H. influenzae tipo b e N. meningitidis é crucial para reduzir o risco de infecções graves. Idealmente, deve ser administrada antes da cirurgia ou logo após, e reforços são necessários.
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