IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2023
Uma gestante com 8 semanas de gravidez viajou para visitar sua família na primeira semana de outubro. Ao retornar, foi avisada de que seu sobrinho, com quem teve contato muito próximo durante a estadia, teve febre e erupção facial de início súbito e confirmou diagnóstico de eritema infeccioso ou “quinta doença”. No momento, a paciente queixa-se de dor articular nos joelhos e tornozelos, que atribui à viagem longa.Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a principal hipótese diagnóstica e a conduta a ser adotada nesse caso hipotético.
Gestante + contato eritema infeccioso + artralgia → suspeitar Parvovírus B19; solicitar IgM/IgG maternos.
A infecção por parvovírus B19 na gestação pode causar artralgia materna e tem risco de hidropsia fetal, especialmente no segundo trimestre. O diagnóstico inicial envolve sorologia materna (IgM e IgG) para determinar o status imunológico e a fase da infecção.
A infecção por Parvovírus B19, também conhecida como eritema infeccioso ou quinta doença, é uma condição comum na infância, mas que assume particular importância quando ocorre durante a gestação. Sua epidemiologia é sazonal, com picos no final do inverno e primavera, e a transmissão ocorre por via respiratória. A importância clínica reside no potencial de causar complicações fetais graves. Fisiopatologicamente, o Parvovírus B19 tem tropismo por células eritroides, podendo causar aplasia medular transitória. Em gestantes, a infecção pode ser assintomática ou manifestar-se com febre, mal-estar e artralgia. O diagnóstico é sorológico, com pesquisa de IgM e IgG. A presença de IgM indica infecção recente, e a IgG, imunidade prévia. Em caso de infecção aguda, o monitoramento fetal é crucial, especialmente para sinais de anemia e hidropsia. A conduta em gestantes com infecção por Parvovírus B19 envolve o monitoramento ultrassonográfico seriado para detectar hidropsia fetal. Em casos de anemia fetal grave, pode ser indicada transfusão intrauterina. O prognóstico fetal varia, mas a maioria dos casos tem desfecho favorável. É fundamental que residentes estejam cientes dos riscos e da abordagem diagnóstica e terapêutica para minimizar as complicações.
Em gestantes, a infecção por Parvovírus B19 pode ser assintomática ou manifestar-se com sintomas inespecíficos como febre baixa, mal-estar, cefaleia, e, classicamente, artralgia (dor articular), especialmente em joelhos e tornozelos.
O principal risco fetal é a anemia grave, que pode levar à hidropsia fetal não imune e, em casos graves, ao óbito. O risco é maior quando a infecção ocorre entre a 10ª e a 20ª semana de gestação.
O diagnóstico é feito pela pesquisa de anticorpos IgM e IgG específicos para Parvovírus B19 no soro materno. A presença de IgM indica infecção aguda, enquanto IgG sugere imunidade prévia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo