Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
O Papilomavírus Humano (HPV) é considerado o agente da infecção viral sexualmente transmissível mais prevalente em todo o mundo. A maioria dos indivíduos sexualmente ativos (mais de 80%) se infectará em algum momento da vida. Já foram identificados mais de 200 tipos de HPV, cerca de 40 infectam o trato anogenital e algo em torno de 12 são efetivamente oncogênicos, ou seja, associados a tumores invasivos. Desses, o que tem mais sido estudado é o câncer de colo uterino. Sobre o assunto, analise as proposições abaixo.I. O vírus é composto por uma cápsula dentro da qual há um DNA em dupla fita de cerca de 8 mil pares de bases.II. São classificados como de baixo e alto risco oncogênico, conforme sua associação com tumores invasivos. Como exemplo de baixo risco há os tipos 6, 11, 40, 42, 43 e 44 e de alto risco são exemplos os tipos 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59 e 66.III. A infecção é transmitida por contato, e não apenas pelo coito. Áreas não protegidas podem estar associadas à transmissão e há grande possibilidade de transmissão genital sem que tenha havido a coitarca, apenas com o contato pele a pele dos genitais dos parceiros.IV. A transmissão pode também ser não sexual – alguns estudos apontam a transmissão por fômites.V. Pode haver passagem de HPV de mãe para o concepto, em especial em casos de lesões genitais na passagem do canal de parto, o que pode causar a papilomatose respiratória. É correto o que se afirma em
HPV: DNA dupla fita, tipos oncogênicos (16, 18) vs. baixo risco (6, 11), transmissão sexual e não sexual, vertical (papilomatose respiratória).
O HPV é um vírus de DNA de dupla fita com alta prevalência. Sua classificação em tipos de alto e baixo risco oncogênico é crucial para entender seu potencial patogênico, especialmente no câncer de colo uterino. A transmissão não se limita ao coito, incluindo contato pele a pele e vertical.
O Papilomavírus Humano (HPV) é a infecção viral sexualmente transmissível mais comum globalmente, com mais de 80% dos indivíduos sexualmente ativos sendo infectados em algum momento. Compreender sua biologia, epidemiologia e patogenicidade é fundamental para a prática médica. O vírus é um DNA de dupla fita encapsulado, e sua diversidade de tipos (mais de 200) permite classificá-los em baixo e alto risco oncogênico, com implicações diretas na saúde pública, como o câncer de colo uterino. A classificação dos tipos de HPV é crucial: os de baixo risco (ex: 6, 11) estão associados a verrugas genitais, enquanto os de alto risco (ex: 16, 18) são os principais responsáveis por tumores invasivos. A transmissão do HPV não se restringe ao coito; o contato pele a pele na região anogenital é suficiente, e a infecção pode ocorrer mesmo sem penetração. Além disso, a transmissão pode ser não sexual, por fômites, e vertical, de mãe para filho, resultando em condições como a papilomatose respiratória. A prevenção primária através da vacinação contra o HPV é uma das estratégias mais eficazes para reduzir a incidência de cânceres relacionados ao vírus. O rastreamento citopatológico (Papanicolau) é essencial para a detecção precoce de lesões pré-cancerígenas no colo uterino. O manejo das lesões depende do tipo e grau, variando de acompanhamento a excisão cirúrgica, sempre considerando o risco oncogênico do tipo de HPV envolvido.
Os principais tipos de HPV de alto risco oncogênico são 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59 e 66, sendo os tipos 16 e 18 os mais estudados e prevalentes no câncer de colo uterino.
A transmissão do HPV pode ocorrer por contato pele a pele na região anogenital, mesmo sem coito. Além disso, há evidências de transmissão por fômites e transmissão vertical de mãe para concepto, especialmente durante a passagem pelo canal de parto.
A papilomatose respiratória é uma condição rara causada pela transmissão vertical do HPV de mãe para filho durante o parto, quando há lesões genitais maternas. Os tipos 6 e 11 são os mais frequentemente associados a essa condição.
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