UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Sobre o tratamento de paciente com dispepsia e infecção pelo Helicobacter pylori, é correto afirmar que:
Falha terapêutica recorrente (3x) em H. pylori → Indicação de cultura e antibiograma.
A erradicação do H. pylori enfrenta desafios crescentes devido à resistência bacteriana; após três tentativas frustradas, a conduta deve ser personalizada através de testes de sensibilidade antimicrobiana.
O Helicobacter pylori é o principal agente etiológico de úlceras pépticas e um carcinógeno tipo 1 para câncer gástrico. O sucesso do tratamento depende da adesão do paciente, da supressão ácida eficaz (IBP) e da sensibilidade da cepa aos antibióticos utilizados. A resistência à claritromicina é o fator limitante mais comum no Brasil. Quando os esquemas de primeira e segunda linha falham, o médico deve considerar que a bactéria possui mecanismos de defesa robustos, exigindo uma abordagem baseada em evidências laboratoriais (cultura) para evitar o uso indiscriminado de antibióticos e garantir a cura do paciente.
Atualmente, as diretrizes nacionais e internacionais (como o Consenso de Maastricht e o Consenso Brasileiro) recomendam que o tratamento de primeira linha tenha duração de 14 dias para alcançar taxas de erradicação aceitáveis, superando a recomendação antiga de 7 ou 10 dias.
Após duas ou três falhas em esquemas empíricos de resgate, a probabilidade de resistência múltipla (claritromicina, metronidazol, levofloxacino) é alta. Nesse cenário, recomenda-se realizar endoscopia com biópsia para cultura e teste de sensibilidade aos antimicrobianos (antibiograma) para guiar a terapia.
A terapia dupla (apenas um IBP e um antibiótico) apresenta taxas de erradicação inaceitavelmente baixas. O padrão-ouro envolve a terapia tripla (IBP + 2 antibióticos) ou quádrupla (com ou sem bismuto), dependendo do perfil de resistência local.
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