PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2024
O quadro clínico na infecção pelo Helicobacter pylori (H. pylori) é diversificado e relaciona-se a alguns sinais e sintomas.Com relação a esses sinais, é CORRETO afirmar que após a infecção primária pelo H. pylori
Infecção primária por H. pylori → metade dos infectados desenvolve sintomas de gastrite aguda.
A infecção primária pelo Helicobacter pylori nem sempre é assintomática; cerca de metade dos indivíduos infectados pode desenvolver um quadro de gastrite aguda, com sintomas como náuseas, vômitos, dor epigástrica e hipocloridria transitória, antes de evoluir para uma gastrite crônica.
A infecção pelo Helicobacter pylori é uma das infecções bacterianas crônicas mais comuns em humanos, afetando aproximadamente metade da população mundial. Embora a maioria dos indivíduos infectados permaneça assintomática por toda a vida, o H. pylori é a principal causa de gastrite crônica, úlcera péptica (gástrica e duodenal), e é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de adenocarcinoma gástrico e linfoma MALT. Compreender as manifestações clínicas da infecção é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados. Após a infecção primária pelo H. pylori, que geralmente ocorre na infância, cerca de metade das pessoas infectadas pode apresentar um quadro de gastrite aguda. Esta fase é caracterizada por sintomas como náuseas, vômitos, dor epigástrica e, por vezes, uma diminuição transitória da secreção ácida (hipocloridria), que se difere da hipercloridria associada à úlcera duodenal crônica. Posteriormente, a infecção evolui para uma gastrite crônica, que pode ser assintomática ou manifestar-se como dispepsia. A evolução da infecção por H. pylori é diversificada. Embora a gastrite aguda seja uma manifestação inicial comum, a úlcera péptica é uma complicação que ocorre em uma minoria dos pacientes infectados (10-20%). O tratamento da infecção por H. pylori, geralmente com terapia tripla ou quádrupla, é essencial para erradicar a bactéria, promover a cicatrização de úlceras e reduzir o risco de complicações graves, como o câncer gástrico. A erradicação é um pilar no manejo de doenças gastroduodenais relacionadas ao H. pylori.
Os sintomas da gastrite aguda por H. pylori podem incluir náuseas, vômitos, dor epigástrica, plenitude pós-prandial e, ocasionalmente, hipocloridria transitória. Esta fase aguda geralmente dura alguns dias a semanas.
Não, a maioria das pessoas infectadas por H. pylori não desenvolve úlcera péptica. Apenas uma minoria (10-20%) desenvolverá úlcera gástrica ou duodenal ao longo da vida, e um percentual ainda menor desenvolverá câncer gástrico.
O H. pylori coloniza a mucosa gástrica e libera toxinas (como CagA e VacA) e enzimas (urease) que danificam as células epiteliais, induzem inflamação crônica e alteram a secreção ácida, levando à gastrite e, em alguns casos, à formação de úlceras.
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