Diarreia nosocomial: Suspeita e Manejo de Clostridium difficile

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020

Enunciado

Paciente 62 anos, está internada há dois meses no Hospital Municipal em decorrência de politrauma por atropelamento. Ela teve fratura de úmero direito, tíbia direita, sendo abordada cirurgicamente para ambas e fratura de maxilar com tratamento conservador. Fez uso de amoxilina-clavulato por hemossinus. No período pós-operatório apresentou múltiplas complicações: pneumotórax pós-punção venosa profunda, pneumonia nosocomial tratada com tazocim e infecção urinária associada a cateter vesical tratada com ertapenem, trombose venosa profunda em membro inferior direita, úlcera por pressão sacra estágio 3. Paciente é diabética insulino-dependente, hipertensa, portadora de insuficiência renal crônica estágio III. Há 48 horas, paciente apresenta febre 38,5ºC associada a diarréia de forte intensidade. Possui um acesso venoso periférico, sem sinais de flebite no segundo dia de punção. As evacuações são de fezes aquosas, explosivas, sem sangue, com muco eventual, associada a cólica abdominal. EAF evidencia leucócitos fecais. Marque a opção menos adequada:

Alternativas

  1. A) Em caso de piora clínica deve-se iniciar empiricamente meropenem intravenoso, visto que se trata de uma infecção por gram negativo de origem hospitalar.
  2. B) A história de internação prolongada e uso de múltiplos antibióticos torna importante investigar infecção por clostridium difficile.
  3. C) A principal hipótese diagnóstica é diarréia inflamatória, como por exemplo salmonella spp, Shigella spp, E. coli entroinvasiva etc.
  4. D) Deve-se pedir coprocultura e pesquisa para toxina A e B nas fezes.
  5. E) A visualização da psudomembrana na colonoscopia é muito específica porem pouco sensível da infecção por clostridium difficile quando comparada a outros exames diagnósticos.

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