MedEvo Simulado — Prova 2025
Homem de 62 anos, com histórico de DPOC, internado há 7 dias por exacerbação grave e recebendo antibioticoterapia endovenosa (piperacilina-tazobactam). Durante a internação, o hospital implementou um protocolo de rastreamento de *Clostridioides difficile* em pacientes com mais de 5 dias de antibioticoterapia. O paciente não apresenta febre, dor abdominal ou alteração do hábito intestinal. O resultado do exame de pesquisa de toxinas A/B para *Clostridioides difficile* em amostra fecal é positivo. Diante deste quadro, qual a conduta mais adequada?
Teste positivo para *C. difficile* toxinas + paciente assintomático = Colonização, NÃO tratar.
A detecção de toxinas de *Clostridioides difficile* em amostras fecais de pacientes assintomáticos indica colonização, não infecção ativa. O tratamento para infecção por *C. difficile* (CDI) é reservado apenas para pacientes que apresentam sintomas gastrointestinais, principalmente diarreia, pois o tratamento da colonização não traz benefício e pode selecionar cepas resistentes.
A infecção por *Clostridioides difficile* (CDI) é uma causa importante de diarreia associada a cuidados de saúde, variando de diarreia leve a colite pseudomembranosa grave e megacólon tóxico. A bactéria *Clostridioides difficile* produz toxinas (A e B) que causam dano à mucosa intestinal. A epidemiologia da CDI está fortemente ligada ao uso de antibióticos, que alteram a microbiota intestinal e permitem a proliferação do *C. difficile*. O diagnóstico de CDI requer a presença de sintomas (principalmente diarreia) e a detecção de toxinas ou genes de toxinas em amostras fecais. É crucial diferenciar colonização de infecção: a colonização é a presença da bactéria e/ou suas toxinas sem sintomas, enquanto a infecção é a presença de sintomas gastrointestinais. Testes de rastreamento em pacientes assintomáticos podem levar à detecção de colonização, mas não justificam o tratamento. A conduta para pacientes com teste positivo para toxinas de *C. difficile* mas assintomáticos é não iniciar tratamento específico, mas sim monitorar o surgimento de sintomas. O tratamento da CDI sintomática geralmente envolve vancomicina oral ou fidaxomicina, e a suspensão do antibiótico que precipitou a infecção, se possível. O tratamento desnecessário da colonização contribui para a resistência antimicrobiana e custos de saúde.
A colonização ocorre quando a bactéria está presente no trato gastrointestinal sem causar sintomas. A infecção (CDI) ocorre quando a bactéria produz toxinas que levam a diarreia, dor abdominal e inflamação do cólon.
O tratamento é indicado apenas para pacientes sintomáticos com diarreia e teste positivo para toxinas de *Clostridioides difficile*. A gravidade dos sintomas guia a escolha do antibiótico (vancomicina oral ou fidaxomicina).
Os principais fatores de risco incluem uso de antibióticos de amplo espectro, idade avançada, internação hospitalar prolongada, uso de inibidores de bomba de prótons e comorbidades graves.
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