HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023
Sobre a infecção pelo Citomegalovírus (CMV) é incorreto afirmar que: (Costa, SCB. Infecção por citomegalovírus (CMV), epidemiologia, diagnóstico e tratamento. EM: Lopes. AC., et al. Tópicos em Clínica Médica. Capítulo 38. MDSI. 2003.)
Imunossupressão para transplante → ativação CMV latente.
As terapias imunossupressoras, como as utilizadas em transplantes de órgãos, são um fator de risco significativo para a reativação do CMV latente, podendo levar a doença grave. A alternativa que afirma o contrário está incorreta, pois a imunossupressão claramente interfere na latência do vírus.
A infecção pelo Citomegalovírus (CMV) é uma condição viral comum, pertencente à família Herpesviridae, que pode causar uma ampla gama de manifestações clínicas, desde infecções assintomáticas em indivíduos imunocompetentes até doenças graves em pacientes imunocomprometidos. Sua epidemiologia varia globalmente, com prevalência mais alta em populações de baixo nível socioeconômico e em regiões com condições sanitárias menos favoráveis, onde a exposição precoce ao vírus é mais comum. A capacidade do CMV de estabelecer latência e reativar-se sob certas condições é uma característica clínica importante. A reativação do CMV latente é uma preocupação significativa em pacientes submetidos a terapias imunossupressoras, como aquelas para evitar a rejeição de órgãos transplantados ou em pacientes com HIV/AIDS. Nesses contextos, a supressão do sistema imune permite que o vírus latente se replique ativamente, levando a síndromes como pneumonite, colite, retinite e encefalite por CMV, que podem ser fatais. Portanto, as terapias imunossupressoras interferem diretamente na ativação do CMV latente, sendo um dos principais gatilhos para a doença. O diagnóstico da infecção por CMV pode ser feito por detecção do DNA viral (PCR), cultura viral ou sorologia. O tratamento, quando indicado, geralmente envolve antivirais como ganciclovir, valganciclovir ou foscarnet, especialmente em pacientes imunocomprometidos com doença ativa. A profilaxia e a terapia pré-emptiva são estratégias comuns em transplantes para prevenir a doença por CMV, ressaltando a importância do manejo da imunossupressão e do monitoramento viral.
A imunossupressão, especialmente em pacientes transplantados, é um fator crucial que pode levar à reativação do Citomegalovírus (CMV) latente, resultando em doença sintomática e complicações graves devido à falha do controle imunológico.
O CMV pode ser transmitido por contato direto com fluidos corporais (saliva, urina, sêmen), via sexual, de mãe para filho (congênita, perinatal), e iatrogenicamente através de transfusões de sangue ou transplantes de órgãos.
Em indivíduos imunocompetentes, a infecção primária por CMV é frequentemente assintomática ou se manifesta como uma síndrome mononucleose-símile, com febre, fadiga, mialgia e linfadenopatia, geralmente autolimitada.
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