UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Menina, 7a, com história de perfuração plantar acidental por prego enferrujado na região do calcâneo há duas semanas. Situação vacinal atualizada segundo o Calendário Nacional de Vacinação. Foi avaliada na Unidade Básica de Saúde no mesmo dia, sendo prescrito cefalexina por sete dias, durante os quais houve aumento da reação inflamatória local, com drenagem de secreção purulenta pelo óstio da lesão. Procurou Pronto Atendimento, onde foram prescritos cuidados locais e ceftriaxone intramuscular por cinco dias. Apesar do tratamento proposto, houve aumento progressivo da dor e dos sinais inflamatórios locais, impossibilitando a deambulação. Realizada bacterioscopia da secreção local, que evidenciou grande quantidade de bacilos gram-negativos.O AGENTE ETIOLÓGICO É:
Perfuração plantar por prego + falha ATB + bacilos gram-negativos → suspeitar de Pseudomonas aeruginosa.
Infecções por perfuração plantar, especialmente por objetos que penetram calçados (como pregos enferrujados), são frequentemente causadas por *Pseudomonas aeruginosa*. A falha de antibióticos de espectro mais limitado e a presença de bacilos gram-negativos na bacterioscopia reforçam essa suspeita, indicando a necessidade de cobertura específica.
Infecções decorrentes de perfurações plantares, particularmente por objetos como pregos que podem carregar microrganismos do solo e do interior de calçados, representam um desafio clínico. A história de falha terapêutica com antibióticos de espectro mais restrito, como cefalexina e ceftriaxone, e a identificação de bacilos gram-negativos na bacterioscopia, são fortes indicativos de infecção por *Pseudomonas aeruginosa*. A *Pseudomonas aeruginosa* é um bacilo gram-negativo oportunista, frequentemente encontrado em ambientes úmidos e associado a infecções hospitalares e em feridas. Em perfurações plantares, a contaminação por esse agente é comum, especialmente se o objeto perfurante atravessou um tênis ou sapato. A infecção por *Pseudomonas* pode ser agressiva, levando a celulite, abscesso e osteomielite, e requer tratamento com antibióticos específicos, como piperacilina-tazobactam, cefepime ou carbapenêmicos. O manejo inicial deve incluir limpeza e desbridamento da ferida, além de antibioticoterapia empírica que cubra *Pseudomonas*. A cultura da secreção é fundamental para guiar o tratamento definitivo e ajustar o antibiótico conforme o perfil de sensibilidade. A vacinação antitetânica também deve ser verificada e atualizada.
Em infecções por perfuração plantar, especialmente aquelas que atravessam calçados, *Pseudomonas aeruginosa* é um patógeno comum e deve ser sempre considerado devido à sua prevalência em ambientes úmidos e capacidade de causar infecções profundas.
Cefalexina e ceftriaxone têm espectro limitado contra *Pseudomonas aeruginosa*. A falha do tratamento sugere um patógeno resistente a esses antibióticos, como a *Pseudomonas*, que requer cobertura específica.
Uma infecção plantar não tratada adequadamente pode evoluir para celulite extensa, abscesso, osteomielite (infecção óssea) e, em casos graves, sepse, exigindo desbridamento cirúrgico e antibióticos de amplo espectro.
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