Dengue: Reconheça os Sinais de Alarme Essenciais

AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2021

Enunciado

A infecção pelo vírus dengue pode ser assintomática ou sintomática. Quando sintomática, causa uma doença sistêmica e dinâmica de amplo espectro clínico, variando desde formas oligossintomáticas até quadros graves, podendo evoluir para o óbito. Os sinais de alarme devem ser rotineiramente pesquisados e valorizados, bem como os pacientes devem ser orientados a procurar a assistência médica na ocorrência deles. Escolha a alternativa que represente, corretamente, os sinais de alarme que devem ser avaliados:

Alternativas

  1. A) Febre, mialgia, elevação do hematócrito.
  2. B) Lipotimia, vômitos persistentes e elevação do hematócrito.
  3. C) Sangramento de mucosas, febre, vômitos persistentes.
  4. D) Dor abdominal, febre, elevação do hematócrito.

Pérola Clínica

Sinais de alarme da dengue = Lipotimia, vômitos persistentes, elevação do hematócrito, dor abdominal intensa, sangramentos.

Resumo-Chave

Os sinais de alarme da dengue indicam extravasamento plasmático ou disfunção orgânica, sendo cruciais para identificar pacientes com risco de evoluir para formas graves. A lipotimia e vômitos persistentes sugerem desidratação e instabilidade, enquanto a elevação do hematócrito é um marcador direto de hemoconcentração e extravasamento.

Contexto Educacional

A dengue é uma doença viral sistêmica e dinâmica, com um espectro clínico que varia de formas assintomáticas a quadros graves com risco de óbito. A identificação precoce dos sinais de alarme é fundamental para o manejo adequado e para prevenir a progressão para a dengue grave, que se caracteriza por extravasamento plasmático grave, sangramentos intensos ou comprometimento grave de órgãos. Os sinais de alarme geralmente surgem na transição da fase febril para a fase crítica (apirexia), entre o 3º e o 7º dia da doença. Eles indicam que o paciente está em risco de desenvolver choque por extravasamento plasmático. Incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes (3 ou mais em 1 hora ou 4 em 6 horas), acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico), sangramento de mucosas, letargia ou irritabilidade, hipotensão postural (lipotimia), hepatomegalia dolorosa (> 2 cm) e, laboratorialmente, a elevação progressiva do hematócrito concomitante à queda das plaquetas. A presença de qualquer sinal de alarme classifica o paciente como Grupo C, exigindo internação hospitalar para monitoramento intensivo e hidratação venosa. O tratamento visa repor o volume intravascular perdido e prevenir o choque, que é a principal causa de mortalidade. A educação do paciente e da família sobre a importância de procurar assistência médica imediata ao surgimento desses sinais é crucial para um desfecho favorável.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de alarme da dengue que indicam gravidade?

Os principais sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hipotensão postural (lipotimia) e hepatomegalia > 2 cm, além da elevação progressiva do hematócrito.

Por que a elevação do hematócrito é um sinal de alarme importante na dengue?

A elevação do hematócrito indica hemoconcentração, que é um marcador indireto do extravasamento plasmático, característica central da fase crítica da dengue. Isso sugere que o paciente está perdendo volume intravascular para o terceiro espaço, aumentando o risco de choque.

Qual a conduta inicial ao identificar sinais de alarme em um paciente com dengue?

Ao identificar sinais de alarme, o paciente deve ser classificado como Grupo C, necessitando de internação para hidratação venosa vigorosa com soro fisiológico, monitoramento rigoroso dos sinais vitais, balanço hídrico, hematócrito e plaquetas, e avaliação para choque.

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