SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025
Sobre as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), mais especificamente, a AIDS, sua prevenção, transmissão e tratamento, assinale a alternativa INCORRETA.
Infecção aguda HIV NEM SEMPRE é sintomática; muitos são assintomáticos na soroconversão.
A infecção aguda pelo HIV (síndrome da soroconversão) não é universalmente sintomática. Embora muitos pacientes apresentem doença febril inespecífica, uma parcela significativa permanece assintomática, o que dificulta o diagnóstico precoce sem triagem.
A infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) representam um desafio global de saúde pública. O HIV-1 e HIV-2 são retrovírus que atacam os linfócitos CD4+, comprometendo a imunidade celular e aumentando a suscetibilidade a infecções oportunistas e neoplasias. A compreensão da fisiopatologia é crucial para entender a progressão da doença e a eficácia do tratamento antirretroviral. O diagnóstico precoce é fundamental para o manejo eficaz, e a triagem de rotina para todos os adultos e adolescentes é recomendada. As manifestações clínicas do HIV variam desde a síndrome de soroconversão aguda (que nem sempre é sintomática) até a AIDS avançada, caracterizada por infecções graves e contagem de CD4+ abaixo de 200 células/mcL. O HIV pode acometer diversos órgãos, incluindo cérebro, gônadas, rins e coração, levando a uma ampla gama de complicações. O tratamento antirretroviral (TARV) visa suprimir a replicação viral, restaurar a função imune e prevenir a progressão para AIDS. A adesão ao TARV é vital para o sucesso terapêutico e para a prevenção da transmissão. A educação contínua sobre prevenção, diagnóstico e tratamento é essencial para profissionais de saúde, especialmente residentes, para combater a epidemia e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
O diagnóstico de AIDS é estabelecido quando a contagem de linfócitos CD4+ cai abaixo de 200 células/mcL ou quando o paciente desenvolve uma das infecções oportunistas ou cânceres definidores de AIDS, independentemente da contagem de CD4+.
O HIV ataca e destrói os linfócitos T CD4+, que são cruciais para a imunidade mediada por células. Essa depleção progressiva leva à imunodeficiência, tornando o indivíduo suscetível a infecções oportunistas e certos tipos de câncer.
O diagnóstico da infecção pelo HIV pode ser feito por testes de anticorpos (ELISA, testes rápidos), testes de antígeno p24 e testes de ácido nucleico (HIV RNA). A combinação desses testes aumenta a sensibilidade e especificidade, especialmente na janela imunológica.
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