São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2023
Para indivíduos com suspeita de infecção pelo HBV e que não possuem reatividade nos testes que detectam o HBsAg, é recomendada a utilização de um teste molecular de alta sensibilidade (capacidade de detecção de pelo menos 100 UI/mL) para a confirmação diagnóstica de um caso de IOB (infecção oculta pelo HBV). Sendo correto que:
IOB: HBsAg não reagente + DNA HBV detectável. Maior risco em UDIs, HCV, hemodialisados, áreas endêmicas.
A infecção oculta pelo HBV (IOB) é caracterizada pela presença de DNA do HBV no fígado ou soro, na ausência de HBsAg detectável. A confirmação diagnóstica requer testes moleculares de alta sensibilidade, especialmente em grupos de risco, para evitar a transmissão e complicações.
A Infecção Oculta pelo HBV (IOB) é um desafio diagnóstico e clínico, definida pela presença de DNA do vírus da hepatite B (HBV) no soro ou fígado, na ausência do antígeno de superfície do HBV (HBsAg) detectável pelos métodos laboratoriais convencionais. Sua importância reside no risco de transmissão, reativação viral em imunossuprimidos e progressão para doença hepática crônica, incluindo cirrose e carcinoma hepatocelular. A prevalência da IOB varia globalmente, sendo mais alta em regiões de alta endemicidade para HBV e em populações de risco. O diagnóstico da IOB requer alta suspeição clínica e a utilização de testes moleculares de alta sensibilidade para detecção do DNA do HBV. Os grupos de maior risco para IOB incluem usuários de drogas injetáveis, pacientes coinfectados com HCV ou HIV, indivíduos em hemodiálise e residentes de áreas endêmicas para HBV que apresentam HBsAg não reagente. A detecção de anti-HBc total positivo, na ausência de HBsAg, pode ser um marcador indireto de IOB, mas a confirmação exige a pesquisa do DNA viral. O manejo da IOB envolve monitoramento regular da carga viral do HBV e da função hepática, especialmente em pacientes com fatores de risco para reativação ou progressão da doença. Em situações de imunossupressão (quimioterapia, transplante), a profilaxia antiviral pode ser indicada para prevenir a reativação. A compreensão da IOB é fundamental para residentes, pois impacta a segurança transfusional, o manejo de pacientes imunocomprometidos e a epidemiologia da hepatite B.
A IOB é diagnosticada pela presença de DNA do HBV no soro ou fígado, com HBsAg não reagente. Testes moleculares de alta sensibilidade são cruciais para a detecção.
Pacientes com maior probabilidade incluem usuários de drogas injetáveis, portadores de HCV, hemodialisados e indivíduos de áreas endêmicas para HBV, todos com HBsAg não reagente.
O diagnóstico da IOB é vital para prevenir a transmissão, especialmente em transfusões e transplantes, e para monitorar o risco de reativação viral e progressão para doença hepática.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo