UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022
As infecções necrotizantes causadas pelos abscessos anorretais podem levar a sepse seguida de morte do paciente. Isso se deve a causas multifatoriais como diabetes, doenças vasculares, câncer, atraso no tratamento, além de outros fatores. Sobre esse assunto, assinale a alternativa incorreta:
Infecção necrotizante (anorretal) → Debridamento cirúrgico RADICAL e imediato. Conservadorismo = erro fatal.
Em infecções necrotizantes, como a Gangrena de Fournier, o princípio fundamental do tratamento é o debridamento cirúrgico agressivo e radical de todo o tecido necrótico. A abordagem conservadora é um erro grave, pois a progressão da necrose leva à sepse e alta mortalidade.
As infecções necrotizantes anorretais, como a Gangrena de Fournier, são condições raras, mas extremamente graves, caracterizadas por uma fasciite necrotizante rapidamente progressiva da região perineal, genital e perianal. A etiologia é frequentemente polimicrobiana, envolvendo bactérias aeróbias e anaeróbias, e a condição é mais comum em pacientes com comorbidades como diabetes mellitus, imunossupressão e etilismo crônico, que comprometem a resposta imune e a vascularização tecidual. A rápida progressão da necrose pode levar a sepse, falência de múltiplos órgãos e morte. O diagnóstico é primariamente clínico, com dor intensa desproporcional aos achados iniciais, crepitação, bolhas, necrose cutânea e sinais sistêmicos de sepse. A imagem (TC ou RM) pode ajudar a definir a extensão da infecção, mas não deve atrasar a intervenção. O tratamento é uma emergência cirúrgica e médica. A antibioticoterapia empírica de amplo espectro deve ser iniciada imediatamente, cobrindo todos os potenciais patógenos. Contudo, a medida mais crítica é o debridamento cirúrgico agressivo e radical de todo o tecido necrótico. O cirurgião deve remover todo o tecido desvitalizado até encontrar tecido sangrante e viável, mesmo que isso resulte em grandes defeitos. Debridamentos repetidos podem ser necessários. A oxigenioterapia hiperbárica pode ser um adjuvante útil. A falha em realizar um debridamento adequado é a principal causa de falha terapêutica e mortalidade elevada.
Fatores de risco incluem diabetes mellitus, imunossupressão, etilismo crônico, doenças vasculares periféricas, malignidades, desnutrição e atraso no diagnóstico e tratamento.
O debridamento cirúrgico é a pedra angular do tratamento, pois remove o tecido necrótico e infectado, interrompendo a progressão da infecção, reduzindo a carga bacteriana e permitindo a cicatrização. Deve ser agressivo e repetido se necessário.
As infecções necrotizantes são polimicrobianas e progridem rapidamente. A antibioticoterapia de amplo espectro, cobrindo gram-positivos, gram-negativos e anaeróbios, deve ser iniciada imediatamente para controlar a disseminação bacteriana enquanto se aguardam os resultados das culturas.
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