ILTB em Contatos: Tratamento com Rifampicina 4 Meses

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019

Enunciado

Homem de 65 anos, portador de diabetes mellitus, reside com sua neta de 24 anos, que iniciou tratamento há 10 dias para tuberculose pulmonar, com escarro positivo para BAAR – bacilos álcool-ácido resistentes (+++). Ele comparece à UBS, em consulta agendada para controle de contatos. Está assintomático, traz controle de hemoglicoteste de jejum abaixo de 100 mg/dL, radiografia de tórax normal e teste Interferon Gamma Release Assay (IGRA) positivo. A conduta indicada para esse homem, de acordo com o Guia de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde (2017), é

Alternativas

  1. A) não introduzir medicação e orientar retorno à UBS, caso apresente sintomas sugestivos de tuberculose.
  2. B) tratar infecção latente da tuberculose com isoniazida, em doses diárias, por 9 meses ou 270 doses.
  3. C) solicitar tomografia de tórax para afastar o diagnóstico de tuberculose doença.
  4. D) tratar infecção latente da tuberculose com rifampicina, em doses diárias, por 4 meses ou 120 doses.

Pérola Clínica

Contato TB BAAR+ com IGRA+ e RX normal → Tratar ILTB. Rifampicina 4 meses ou Isoniazida 9 meses.

Resumo-Chave

Em contatos de tuberculose pulmonar bacilífera com IGRA positivo e radiografia de tórax normal, o tratamento da Infecção Latente da Tuberculose (ILTB) é mandatório para prevenir a doença ativa. A rifampicina por 4 meses é uma opção eficaz e com boa adesão, especialmente em adultos.

Contexto Educacional

A Infecção Latente da Tuberculose (ILTB) é uma condição em que o indivíduo está infectado pelo Mycobacterium tuberculosis, mas não apresenta sintomas da doença ativa e não é contagioso. O diagnóstico e tratamento da ILTB são cruciais para a estratégia de controle da tuberculose, visando prevenir a progressão para a doença ativa, especialmente em grupos de alto risco como contatos domiciliares de casos bacilíferos e imunocomprometidos. No caso apresentado, o paciente é um contato de alto risco (idoso, diabético, convivendo com neta com TB pulmonar BAAR +++), assintomático, com radiografia de tórax normal e IGRA positivo. A positividade do IGRA, na ausência de doença ativa, confirma a ILTB. O Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (2017) recomenda o tratamento da ILTB para esses indivíduos, sendo a rifampicina por 4 meses uma opção preferencial para adultos devido à sua eficácia e menor duração em comparação com a isoniazida por 9 meses. O tratamento da ILTB é uma medida de saúde pública fundamental. A escolha do esquema terapêutico deve considerar a adesão do paciente, o perfil de efeitos adversos e as diretrizes locais. A rifampicina por 4 meses (120 doses) é bem tolerada e eficaz, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento de tuberculose ativa. É essencial o acompanhamento para monitorar a adesão e a ocorrência de eventos adversos durante o tratamento.

Perguntas Frequentes

Quem deve ser tratado para ILTB?

O tratamento da ILTB é indicado para contatos de casos de tuberculose pulmonar bacilífera, imunocomprometidos (HIV, uso de imunossupressores), silicóticos, e pacientes com radiografia de tórax com lesões fibróticas sugestivas de TB prévia, após exclusão de doença ativa.

Quais são os esquemas de tratamento para ILTB?

Os principais esquemas para ILTB incluem isoniazida diária por 6 ou 9 meses (270 doses), ou rifampicina diária por 4 meses (120 doses). O esquema com rifampicina é preferível em adultos devido à menor duração e menor hepatotoxicidade em comparação com a isoniazida em alguns grupos.

Qual a importância do IGRA no diagnóstico de ILTB?

O teste Interferon Gamma Release Assay (IGRA) detecta a resposta imune celular ao Mycobacterium tuberculosis, sendo útil no diagnóstico da ILTB, especialmente em indivíduos vacinados com BCG, onde o PPD pode ter falsos positivos. Um IGRA positivo em contato de alto risco, sem doença ativa, indica ILTB.

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