Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2021
Recomenda-se postergar o tratamento da infecção latente TB, ILTB para após o parto. Sendo adequado o item:
Gestante HIV+ com ILTB: tratar após o 3º mês de gestação (2º trimestre) devido ao alto risco de reativação.
Embora o tratamento da ILTB em gestantes geralmente seja postergado para após o parto, em gestantes HIV-positivas, o risco de reativação da tuberculose é significativamente maior. Por isso, a recomendação é iniciar o tratamento após o primeiro trimestre (após 12 semanas ou 3º mês), quando o risco de teratogenicidade é menor.
A infecção latente por tuberculose (ILTB) representa um desafio no manejo de gestantes, devido à necessidade de equilibrar a proteção da mãe e do feto. A tuberculose ativa durante a gravidez está associada a desfechos maternos e neonatais adversos, incluindo prematuridade e baixo peso ao nascer. Portanto, a identificação e o tratamento da ILTB são importantes, mas a decisão sobre o momento do tratamento deve ser cuidadosa. Em geral, para gestantes com ILTB sem fatores de risco adicionais, a recomendação é postergar o tratamento para após o parto, a fim de evitar a exposição fetal a medicamentos no período de organogênese e minimizar potenciais efeitos adversos. No entanto, essa conduta muda para gestantes com alto risco de progressão para tuberculose ativa, como aquelas com infecção pelo HIV. Para gestantes HIV-positivas com ILTB, o risco de reativação da tuberculose é significativamente maior. Nesses casos, o tratamento da ILTB é recomendado e deve ser iniciado após o primeiro trimestre de gestação (após 12 semanas ou terceiro mês), quando o risco de teratogenicidade é menor. A isoniazida, com suplementação de piridoxina, é a droga de escolha. É fundamental que o residente compreenda essa distinção para garantir a melhor conduta para a mãe e o bebê.
O tratamento da ILTB é geralmente postergado para após o parto na maioria das gestantes para minimizar a exposição fetal a medicamentos antituberculose, especialmente no primeiro trimestre, período de maior risco de teratogenicidade.
A isoniazida é a droga de escolha para o tratamento da ILTB em gestantes. É considerada segura para uso após o primeiro trimestre, mas a suplementação com piridoxina (vitamina B6) é recomendada para prevenir neuropatia periférica.
Gestantes com alto risco de reativação incluem aquelas com infecção pelo HIV, contatos próximos de casos de tuberculose pulmonar bacilífera, imunossupressão por outras causas (uso de corticoides, doenças autoimunes) e aquelas com evidência radiológica de lesão fibrótica residual.
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